Sejam Bem Vindos

Espero que curtam e acompanhem meus posts. Conto com a participação de vocês com comentários, sugestões e até mesmo críticas, desde que construtivas.

O Cego de Jericó

Com certeza Bartimeu saiu de casa aquele dia para mais um dia de rotina. Vs. 46 – Sentado à beira do caminho (solitário) - Jesus era seguido de seus discípulos e grande multidão, ele poderia pensar: “será que ele me notará, fará alguma coisa por mim?”

O Vulto da Mulher da Foice

Diz a lenda que em uma pequena cidade do interior, um vulto de uma mulher vestida de negro e com uma foice em punho era vista em pontos diferentes do lugarejo altas horas da noite por muitas vezes.

Seus Olhos

Seus olhos me olham profundamente, Num brilho que reflete em minha alma, Lá no fundo eles me dizem o que seu coração espera,

É Verdade Amor

É verdade amor Não tem mais como esconder O que sinto por você. Relutei, não queria aceitar Pensava: Ela é minha amiga, não posso me apaixonar

terça-feira, 24 de maio de 2011

TREZE ÔNIBUS

Treze ônibus em um dia só, veja o itinerário, que começou bem de manhã:
- Saída da casa da Mirva a pé até o ponto do Eixo.
- Eixo até o Terminal da Bíblia.
- Praça da Bíblia até o Terminal Isidória.

No Isidória, pego errado o 014 Pq Atheneu. - Percebo a burrada no caminho, desço e pego novo ônibus de volta pro Isidória. No ponto tinham quatro trombadinhas. Fiquei preocupado, sem demonstrar, com medo de me roubarem, mas eles precisavam de mim pra pegar o ônibus. Nenhum motorista pararia ali só com esses caras esperando.

Terminal Isidória de novo, agora pego o 014 Campinas e desço perto da Serrinha. Sigo a pé até o Instituto do Rim, que é perto. Pego pedido de cirurgia com o médico e vou a pé até o Ipasgo, que, para nós, acostumados a andar, não é tão longe. No Ipasgo, faço cadastro do pedido e me dizem que preciso voltar à tarde.

- Volto até o ponto de ônibus próximo ao Hugo e pego um bus de volta para o Isidória.

- No Isidória, começo a fazer a viagem em sentido contrário. Voltando, pego o 020 para a o Terminal da Bíblia.

- Desço no Terminal da Bíblia, pego o Eixo até o primeiro ponto após o terminal e desço a pé pra casa da Mirva.

- Final do primeiro tempo, foram 8 ônibus.

- Às 13 volto a pé até o ponto do Eixo, pego o mesmo até o Terminal da Bíblia (não é nenhum homem morrendo no livro santo).

- No Terminal da Bíblia pego o 020 para o Terminal Isidória.

- No Isidória, sem errar agora, pego o 014 Campinas e vou até o Ipasgo.

- Fiquei de molho no Ipasgo até o médico chegar e autorizar a cirurgia, tive que voltar ao térreo pra fazer o mesmo cadastro que fiz de manhã, quem entende, paciência, fui. Ah, esqueci de dizer que a auditoria era no primeiro andar, no ir e vir peguei elevador várias vezes. Bom, no final deu tudo certo.

- Volto ao ponto, pego novo ônibus, lotadíssimo e chacoalhando pra lá e pra cá até o Terminal Isidória.

- No Terminal Isidória pego o 020 abarrotado em direção ao Terminal da Bíblia. Sempre em pé e segurando com uma mão só, a outra ocupada em segurar a sacola com os trocentos exames que fiz nos últimos dias, necessários na auditoria. É bom dizer que o médico nem bem chegou e já estava autorizada a cirurgia, o que indica que ele nem olhou os exames. Tudo bem, graças a Deus que liberou.

Bom, ainda no 020 em direção ao Terminal da Bíblia, tava difícil, motorista com pressa, dando cada freada que a gente balançava que nem João bobo.

Algo interessante de dizer é que as pessoas, os usuários dos coletivos, são geralmente muito educadas, com exceção de uns muitos poucos.

- Finalizando, do Terminal da Bíblia, peguei o Eixo até a primeira parada após terminal, debaixo de chuva, e voltei a pé até a casa em obras de dona Mirva. Ufa! - Foram 5 ônibus, somando aos 8, 13.


Texto: Heron José do Carmo
Ilustração e Supervisão: Delcidério do Carmo

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ISSO ACONTECE TODOS OS DIAS EM GOIÂNIA


Trrrriiiiiiiiiiiiiin!!!!!!
São cinco horas da manhã, o despertador toca desesperadamente, avisando a Mundim que é hora de acordar.
Ele acorda, esfrega os olhos ainda deitado, abre a boca num bocejo, assenta-se na cama, não tem outro jeito, é preciso se levantar, pois, a jornada vai ser longa hoje.


Levantou-se e foi se preparar para a viagem, o “Moreira” sai às seis horas e a rodoviária fica distante de sua casa. O pior é que está chovendo lá fora. O dinheiro está contadinho pra viagem, não dá para o táxi, vai ter que enfrentar a chuva. Arruma-se, despede-se da esposa, entra no quarto dos filhos, os abençoa e sai.


Ao sair à porta com um guarda-chuvinha de 1,99 gotejando sobre ele, o pior, cachorros latem brigando com um gato listrado, ele se assusta, escorrega-se e quase cai. Deu pra sentir como será seu dia.


Chega correndo até a rodoviária, visto que a chuva estava forte. O ônibus já estava saindo e ele chega gritando:


— Espere aí, espere aí, eu vou nesse ônibus.
O ônibus para e ele corre ao guichê para comprar a passagem e leva uma bronca do vendedor pelo atraso.


Ao entrar no ônibus o motorista também lhe bronqueia:
— Não tem vergonha de chegar atrasado e retardar a viagem dessa forma não, da próxima vez põe o despertador pra te acordar.


Entra, assenta-se na poltrona 29 ao lado de uma senhora bem gorda que além de ocupar seu assento e ainda parte do dele, olha-lhe com um olhar de censura. E o pior ainda viria, durante aquela viagem, a mulher do lado, dormiu, roncou, tossiu e até conversava dormindo:


— Eu quero um x-salada especial com dois ovos e duas carnes, dois litros de Coca cola, depois vou querer um creme de morango...


Ele a cutuca pensando:
— (E eu que nem tive tempo de comer alguma coisa) Dona, dona, acorda senão vai ter uma congestão.


Enquanto os pneus do ônibus deslizam nas águas da chuva no negro asfalto, ele não consegue cochilar pensando em tudo que precisa fazer na capital e se preocupa com o volume de chuva que cai lá fora, vai ser difícil esse dia.
Já está claro lá fora quando eles chegam na estação rodoviária.


Como tinha muito o que fazer não deu tempo nem de tomar um cafezinho solitário. Ia ter que andar muito e debaixo de chuva, pois não tinha dinheiro para o coletivo, perguntou a alguém ainda na rodoviária como fazia pra chegar em determinado local e perna pra que te quero. Fico pensando, ainda mais ele que gosta de tudo muito arrumadinho, sapatos impecáveis, roupas sem amassar. 


Seus primeiros passos na rua foram trágicos, visto que além da torrencial chuva que seu amigo guarda chuvas não cobria nada além da cabeça, pisou em uma possa d’água e encharcou os pés. Se fosse outra pessoa teria xingado algum palavrão, mas ele não, apenas disse, “ai meu Deus”.

Depois de muito andar, em um determinado local, quando atravessava a rua, quase que uma moto lhe atropela, essa foi por pouco, escapou quase ileso, não fosse a água da enxurrada jogada pelos pneus da moto sobre ele. É ruim hein? Nesse momento pensou em sua casa, sua caminha sequinha e quente e num bom café, bem quentinho, mas voltou logo a si quando uma buzina gritou em seus ouvidos, era um carro que quase lhe pega, mas ele chegou bem do outro lado da rua e quase tromba com um rato velho que passou correndo pela calçada. Ele pensou alto: “Rato nojento, argh!”


Por volta de meio dia, todo molhado e com muita fome entrou num boteco pra comer alguma coisa, talvez um pão com mortadela, que era o que seu dinheiro permitia-lhe comprar. Quando estava entrando passa um garoto correndo e lhe da uma trombada, que se não tivesse segurado na porta teria esborrachado no chão molhado.


Bom, entrou pediu o lanche, comeu e quando foi pagar, passou a mão no bolso que estava vazio, foi quando assustado percebeu que o garoto da trombada havia lhe batido a carteira. E agora como explicar isso ao balconista? Quando lhe timidamente e muito envergonhado disse, o homem meio irônico lhe disse: “Isso acontece todos os dias em Goiânia”.


O jeito foi lavar copos e limpar mesas e o chão do bar pra pagar a conta, o que lhe tomou um tempão e a caminhada até seu destino era ainda longa.


Saiu chateado com a perda da carteira e pensando na frase do homem do boteco: “Isso acontece todos os dias em Goiânia, isso acontece todos os dias em Goiânia...”
Curioso? Depois eu conto o resto...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

DEPUTADO REI DA PINGA








segunda-feira, 2 de maio de 2011

MÃE










Pensas estar envelhecendo, não se importe, pois se o vinho quanto mais velho é melhor, quanto mais a vida humana, o vinho fica mofando na adega, mas nós com o passar dos anos adquirimos conhecimento, maturidade e sabedoria.

Achas que as rugas estão te deixando feia, ou menos bonita? Não importa, o que importa é que sua beleza de mãe é eterna.

Se tens defeitos? Não se preocupe com isso, todos temos.
Achas que falhou conosco em nossa criação? Não perca tempo com isso, nem fique triste, pois estamos felizes com a mãe que temos.


Se houve falhas, houve muito mais acertos, basta olhar para nós, nos analisar e perceber quão maravilhosa mãe Deus nos deu.


Se sentir-se sozinha, não deixe esse sentimento tomar conta, pois saiba que nós, mesmo que distantes às vezes, estamos sempre contigo.


Nesse seu dia, leve a certeza de que é lembrada, amada e muito querida não somente hoje, mas em todos os outros 364 dias de cada ano.