Sejam Bem Vindos

Espero que curtam e acompanhem meus posts. Conto com a participação de vocês com comentários, sugestões e até mesmo críticas, desde que construtivas.

O Cego de Jericó

Com certeza Bartimeu saiu de casa aquele dia para mais um dia de rotina. Vs. 46 – Sentado à beira do caminho (solitário) - Jesus era seguido de seus discípulos e grande multidão, ele poderia pensar: “será que ele me notará, fará alguma coisa por mim?”

O Vulto da Mulher da Foice

Diz a lenda que em uma pequena cidade do interior, um vulto de uma mulher vestida de negro e com uma foice em punho era vista em pontos diferentes do lugarejo altas horas da noite por muitas vezes.

Seus Olhos

Seus olhos me olham profundamente, Num brilho que reflete em minha alma, Lá no fundo eles me dizem o que seu coração espera,

É Verdade Amor

É verdade amor Não tem mais como esconder O que sinto por você. Relutei, não queria aceitar Pensava: Ela é minha amiga, não posso me apaixonar

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

AQUELE BEIJO

 


Ela chegou e de mansinho me beijou


Apesar de surpreso

Era isso que há tempos esperava.


Muitas foram as vezes que esse momento imaginei


Toda vez que a vejo

Alguma coisa acontece dentro de mim


Meu coração acelera

E um sentimento de alegria toma meu ser


Já imaginei nós dois juntos, 

beijos, sorrisos e mãos entrelaçadas


Mas era apenas sonho, até então


Mas hoje meu sonho se realizou


Quando ela de surpresa me beijou


Pena, que apesar da noite longa


Acordei e o sonho acabou


Agora, fico eu aqui

me lembrando daquele beijo


Aquele beijo, 

Aquele beijo...


Texto: Heron
Imagem gerada por IA 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

CORAÇÃO, CORAÇÃO

 


Coração, coração, porque me tortura assim? 


Fica me fazendo lembrar do que já passou, 


abrindo as feridas que já tinham 

cicatrizado (será?),

 

fazendo sonhar com quem já partiu, 

partiu o coração, 


Faz isso não coração, 


não incendeie o que já esfriou, 

é história que no passado já ficou, 


parte pra outra, 

olha pra frente, novos rumos, 

novas experiências. 


E, coração, se tiver que entrar em ebulição, 

que seja algo novo 

e olha, nada de ilusão. 


Estamos combinados?

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

UM DIA A GENTE SE ENCONTRA

Um dia a gente se encontra 
Quando não sei
Você nunca vem
Eu nunca vou



A gente não se fala por telefone,  
nem mensagens, ou por aplicativo algum.

Não diz um olá 
Nem falamos de amor
Nem de dor
Lua, céu, sol, flor 
Não te vejo na internet. 

Porque não me ouve
Declamar românticos poemas? 
Por favor!

Um dia a gente se encontra.


(Heron José - 13/12)

terça-feira, 19 de abril de 2016

GOSTO DE VOCÊ POR PERTO

Gosto de você por perto

É ruim quando você some
Não dá sinal de vida
Desaparece, me esquece.


Gosto de você por perto

Dando sinal de vida
Respirando acelerado
Essa sua ansiedade.




Gosto de você por perto

Falando de sua vida
Me contando suas histórias.

Gosto de você por perto

Exalando seu perfume
Essa fragrância natural

Gosto de você por perto

Lançando suas setas, seus olhares,
Seu sorriso contagiante
Seu semblante doce, meigo, sinistro e instigante.

Gosto de você por perto

Mas é ruim quando você some.
Cadê você?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

ZÉ, O AZARADO?

Vou te contar a história de Zé. Na verdade seu nome de fato não é Zé, nem José, mas virou “Zé”.

O cara não era bem visto nem bem quisto na cidade onde morou a vida toda, desde criança, ainda mesmo quando tava no ventre da mãe dele.

A questão é que o ser humano é preconceituoso na sua maioria, poucos não guardam preconceito.

Seu pai o Joalson largou da Mariângela para se casar com Alcinda, sim a Alcindinha. Chamavam-na Dinha porque Cindinha, diziam, não era legal. Na verdade Alcinda não era.

Mariângela inconformada com o abandono de Joalson, resolveu amaldiçoa-lo, tamanha era sua contrariedade.

Isso pelo menos é o que rola na boca do povo da cidade.

Amaldiçoou o pai e a praga pegou no Zé.

Quando a criança nasceu, enquanto todo bebê recém nascido ganha muitos elogios, como, “menino lindo, puxou o pai”, “nossa que criança mais bonita, parece com a mãe”.

Ele porém, não, claro. Sua tia ao vê-lo ainda no hospital disse, “tem cara de joelho”.

Muitos que foram visitar a mãe na maternidade fizeram careta, torceram os olhos e não disseram palavra, mas dona Dinha percebeu os olhares.

Os mais abusados, amigos do pai disseram “Que Zé é esse Joalson”?

Não que ele fosse feio, muito pelo contrário, era uma criança bonita.

Quando foi crescendo e passeava com sua mãe, as pessoas chegavam a atravessar a rua para não cruzar com o menino.

Ficou na escola, estudou e se formou apesar do bullyng que sofreu durante toda vida acadêmica.

Verdade é que o bullyng o acompanhou a vida inteira, pelo menos até o dia que tudo mudou.

Ainda na escola tinha que se assentar num canto da sala e as outras crianças ficavam do lado oposto e até a mesa da professora ficava doutro lado.

Os empregos que conseguia, era onde trabalhava sozinho. Foi até vigia noturno(vigilante) numa agência bancária. Lá ficou por muitos anos pois ladrão não entrava.

Uma vez uma quadrilha especializada em assalto a bancos planejou um assalto na agência onde Zé trabalhava, passaram meses se preparando, parecia até filme.

Um dia os caras aparecem na delegacia e se entregaram ao delegado e contaram tudo que pretendiam fazer, mas desistiram ao saber que o rapaz era  vigilante no local.

Só saiu desse emprego quando entrou um gerente novo e resolveu transferi-lo para o turno do dia, nenhum cliente entrava mais no banco.

Certa ocasião foi guarda de trânsito, mas logo demitido porque até os carros se desviavam, cortando caminho em outras ruas, motos passavam sobre as calçadas e bicicletas entravam na contramão (se bem que isso acontece de qualquer forma).

Pra que um guarda de trânsito que mais causa acidentes do que os evita?

De garçom e balconista não adiantava nem tentar, porque os estabelecimentos ficavam às moscas.

Você deve estar se perguntando como era a vida amorosa do Zé, não é mesmo?

Que vida amorosa? O cara tem trinta anos e nunca teve uma mulher, não sabe nem o que é beijar, abraçar... nem ao menos conversar com uma.

Sua mãe foi a única que o abraçou e conversou com ele.
Não me pergunte pela irmã, o cara é filho único.

Dizem que mulher gosta de cara educado, romântico, que nada, com ele nunca funcionou.

Escreveu um lindo poema pra sua vizinha quando tinha 16 anos, abria a porta da sala de aula pra ela no colégio, dizia bom dia, boa tarde, falava que ela era bonita, mas nunca funcionou.

Ele só conhece a cor da voz dela, porque ela conversava com outras pessoas.

Aos vinte poucos anos ouviu falar que elas gostavam de caras bombados, fortes.

Foi para a academia, se bem que o dono não queria aceita-lo. Só ficou porque ameaçou reclamar de seus direitos na justiça.

Se bem que ele não ganharia, com toda certeza.

Não ficou lá muito tempo, quando percebeu que mesmo com aquele corpo atlético não atraía as garotas.

Comprou carro, moto, mas nem assim conseguiu a atenção de uma mulher.

Até nas redes sociais não teve sucesso, parece que sua foto transmitia energias negativas.

Nem tinha WhatsApp, pois ninguém o adicionava, no Facebook, não tinha amigos, nem amigas, muito menos.

Na verdade nem sei como ele conseguiu abrir uma conta na internet, pois sempre foi rejeitado.

Certa vez, viu uma propaganda de uma mulher de borracha num site e resolveu comprar.
Tava meio constrangido com aquilo, não era o que ele queria, claro.

Queria sim uma namorada, uma mulher, uma companheira pra viverem juntos e construir uma história.

Mas acredite nem essa mulher chegou. O carteiro deve ter evitado o contato com ele e o produto voltou pra São Paulo. Caramba, que vida.

Isso o motivou a mudar de cidade, mas tudo era igual, ninguém dava atenção pra ele, todos o rejeitavam, nem emprego conseguiu dessa vez.

Voltou pra sua cidade natal e era um cara solitário na vida, morava sozinho, estava desempregado, sem perspectiva nenhuma.

Saiu de casa numa manhã decidido a não voltar, caminhou horas, atravessou a cidade e foi parar num lago que não conhecia.

Foi andando pela orla, pensando no que fazer da vida, cansado que estava daqueles trinta anos de desprezo, se distraiu, escorregou numa pedra enlodada e caiu dentro daquelas águas.

Você conhecendo a vida azarada do Zé, deve estar pensando que morreu afogado, ou que a água era barrenta e poluída.

Nada disso, o lugar era lindo e tinha uma água tão cristalina que se podia ver o fundo.

Não! Não apareceu ninguém pra brigar com ele por ter caído naquele paraíso aquático,  também não veio pessoa alguma a salvá-lo. Nem sereia de água doce ou Iara.

Azarado sim, mas não o subestime, sabia nadar, e nadava muito bem, só não virou atleta por que... Ah! Você já conhece a fama do rapaz.

Nadou um pouco, admirou aquele lugar e estranhamente se sentiu feliz, como nunca em sua vida.

Saiu e resolveu voltar pra cidade e para surpresa de Zé, as pessoas que encontrava na rua, homens, jovens, crianças, sorriam pra ele. Alguns até o chamavam pelo verdadeiro nome, Joaldo.

O mais curioso e impressionante e para seu delírio, as mulheres o beijavam, muitas até saiam de dentro de casa, ou de onde estivessem para beijá-lo

Até o trânsito ficou congestionado porque as mulheres paravam seus carros e motos e pulavam enlouquecidas sobre o moço e o beijavam, teve até as mais atiradas que lhe tascavam beijos cinematográficos.

A polícia foi chamada para conter aquela mulherada e dessa vez nada fizeram contra Joaldo, sim, agora Joaldo.

A policial desceu do carro, tinha cara de brava, toda fardada, deu tiro pra cima, espalhou as mulheres e quando viu Joaldo, não se conteve, se atirou sobre ele e o beijou longamente.


Agora eu te pergunto, a sorte dele mudou ou era apenas um sonho?

terça-feira, 15 de julho de 2014

A MURIÇOCA (Max e Nely)

Max é um cara solitário, mora sozinho, e a noite quando vai dormir devido o forte calor do local sofre com o ataque das muriçocas.


Se cobre o corpo com o lençol assa de tanto calor, se destampa é bombardeado pelas inimigas famintas, se liga o ventilador para espantá-las, o nariz entope por causa da tal rinite, aí não consegue dormir direito, luz acesa nem pensar, o negócio é lutar para poder dormir.


Enquanto não dorme ele pensa na Nely. Ela é um contato virtual dele, menina bonita, sorridente, ta sempre interagindo com ele pelo bate papo na internet.


Ela por sua vez, segundo costuma dizer, passa as noites em claro (isso até dormir, evidente) pensa nele, em estar com ele, coisas assim.


Um dia ela já estava deitada tentando dormir, se lembrou que ele disse a ela que era atacado por muriçocas à noite, e o  desejo de estar com ele era tanto que começou a sentir o desejo de ser uma daquelas muriçocas que o assediavam. Enquanto pensava, dormiu e sonhou.

Nesse sonho ela se transformava em muriçoca e voava, atravessando a cidade em direção à casa dele, teve que, no caminho, se livrar de sapos e lagartixas que tentavam de tudo fazê-la seu alimento e com muito custo chegou até o local, 

como era apenas um insetinho, não foi preciso bater na porta, ou tocar a campainha, nem mesmo gritar: “Ô Maaaaax ”, ou mesmo telefonar avisando que iria.

Entrou por uma fresta na porta e da sala foi procurá-lo, passou pela cozinha, copa, banheiro, até encontrá-lo em seu quarto, dormindo.

Curiosamente naquela noite as muriçocas não estavam por ali, coisas que só acontecem nos sonhos (enquanto digito estou sendo atacado por elas, podia ser você).

Ela começou a voar sobre ele, e a tocá-lo, nos braços, pernas, cabelo, até que chegou à boca, e ao tocá-la (a boca), se transformou novamente em gente e quando começou a beijá-lo,

Ele ainda meio sonolento e surpreso, sorriu e quando iam se abraçar, ela acordou por causa de uma muriçoca que a importunava e viu que era apenas um sonho, fazer o que?


Tocou a muriçoca, virou para o outro lado e dormiu.

sábado, 11 de maio de 2013

ETERNOS, VOCÊ E EU


Que surpresa boa eu tive
Quando por ti fui surpreendido
Estava solitário e triste
Meio sem rumo, desanimado.

Você me apareceu
Assim tão meiga, doce, sincera.
Dizendo-me coisas lindas


Contando que em secreto me admirava
Que seu coração forte batia ao ouvir minha voz
E se de longe me avistava, uma grande alegria te tomava.

Eu do meu lado fiquei emocionado, coração acelerado.
Imaginando nós dois juntos assim enamorados
 
Sem pensar corri em sua direção, muita emoção.
Forte te abracei, longamente te beijei.

Porque você não sabia, 
mas eu sempre te amei.

segunda-feira, 11 de março de 2013

SEU ABRAÇO, MEU MUNDO


Há tempos que passo os dias pensando em você
Num desejo sincero de te ter

Imagino nós dois sempre juntos
curtindo um ao outro, sentido prazer


Noutros tempos prefiro nem pensar
Nada de te imaginar

Procuro manter distante de minha mente
Seu sorriso, seu olhar

Pra me proteger
Pois não tenho certeza do seu querer 

Mas quando em instantes nos vemos
E recebo seu abraço

Tudo acontece em fração de segundos
Mas o suficiente pra mudar meu mundo

Então eu volto a sonhar, a te esperar
A te querer em minha vida bem a fundo.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O REENCONTRO


Estava tranquilo navegando na internet com o Facebook aberto e logo percebi que havia um pedido de amizade, não reconheci a pessoa a princípio, mas aceitei a solicitação.

Poucos instantes depois alguém me chamou no bate papo, era a mesma pessoa do pedido de amizade.

A partir daí começou uma sequência de perguntas, até parece que eu estava fazendo prova da minha vida, será que conseguiria responder com sucesso?

Não gosto de falar da minha vida na rede, nunca se tem certeza de quem está do outro lado.

Então dava apenas respostas simples, curtas, sem detalhes. Nada que comprometesse ou expusesse minha vida.

De repente a coisa mudou e ela começou a contar minha vida. Falou da empresa que trabalhei no passado, da minha família, de amigos meus, dos lugares onde frequentava anos atrás.

Fiquei surpreso, parecia um reality ou um daqueles programas em que pessoas respondem sobre a vida de alguém. Era minha história, minha trajetória, algo assim.

De onde teria vindo aquela pessoa, quem era ela que sabia tanto sobre mim?
Fui até seu perfil a procura de respostas, mas havia poucas informações e suas fotos me davam apenas a impressão que a conhecia de algum lugar.

Comecei então a me lembrar de uma época que estive interessado numa garota. Era bonita, interessante, bem mais jovem e frequentava os mesmos lugares que eu.

Algumas vezes tive a impressão que ela flertava comigo, mas como estava comprometido na ocasião, mesmo que em crise, não me atrevi a tentar alguma coisa.

Na verdade nunca tive certeza se era real o interesse da garota ou apenas desejo de um homem em crise precisando de atenção.

Agora pensava se essa do bate papo seria a mesma pessoa, quando de repente ela começa a me contar que quando tinha uns dezessete anos foi interessada em mim, chegou a ficar apaixonada, mas que eu não a enxergava.

Contou que começou a frequentar os mesmos lugares que eu, se envolver com pessoas próximas a mim na tentativa de chegar ao seu objetivo, eu.

O tempo passou, a vida tomou outros rumos para ambos e agora estávamos ali, ainda que virtualmente em contato.

O contato tão esperado por ela no passado.

Foi quando me perguntou se teria hoje alguma chance comigo e já tínhamos até combinado um possível encontro. Ela viria até minha cidade e veríamos o que aconteceria.

Eu sonhador que sou já estava vivendo o momento daquele encontro, feliz da vida. Imaginando como seria. Histórias passavam por minha mente.

Quando no dia seguinte ao combinado vi que ela tinha postado fotos junto com outro homem.

No bate papo tinha conversas dela deixadas pra mim dizendo:
“Voltei pro meu ex-marido, se quiser podemos ser bons amigos”. 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

POR QUE, MARIA?

Maria outro dia ao acordar me lembrei de você. Ainda podia sentir seu cheiro por aqui apesar de fazer tanto tempo que se foi. 

Como pode um perfume durar tanto assim? Verdade é Maria, estás encrustada em mim. Te vejo e te sinto em todos os espaços dessa casa. 

Se estou no quarto, corro até a cozinha pensando em ti ver e quando lá chego, não a encontro. É assim todos os dias. 

Te busco e não a encontro, por quê? Por que Maria? Por quê?

Resolvi dar uma volta por aí, pelo quarteirão com propósito de te encontrar. 

Talvez vê-la, apenas vê-la, somente vê-la. Caminhei, caminhei, rodei as ruas desse bairro. 

Olhei pra dentro das casas, lojas, comércio em geral e nada. 

Andando na calçada ao longe te buscava no meio da multidão, e nada, porque Maria, por quê?

Você gostava de caminhar por aqui observando tudo, ouvindo o canto dos pássaros misturado ao som urbano. Carros, pessoas, máquinas, construções.




Maria, por que se foi assim? Por que me deixou nessa solidão e nesse sofrimento sem fim?

Por que, Maria? Porque você se foi?

Ligo no seu celular, no telefone e nada, chama até cair na caixa de mensagem. Porque não me atende Maria, por quê? Por que você se foi, Por quê?

Já nem consigo trabalhar direito mais, só fico pensando em você, coração apertado, to vendo a hora de ser demitido. Seu cheiro está misturado ao meu. 

Maria, por que, porque Maria? Porque você se foi?

Dizem-me pra eu partir pra outra, pra te esquecer, retomar minha vida sem você. Mas eu não consigo aceitar, entender, porque você se foi Maria, por quê?

Seu perfume está no ar, seu cheiro ainda me contagia, ainda sinto o gosto de seus beijos e isso dói muito.

Maria, porque você se foi, porque Maria?

















quinta-feira, 4 de agosto de 2011

RACHEL E AARON


Rachel tem tentado reconstruir sua vida, recomeçar após uma relação meio que frustrada nos últimos anos. 

Foi um relacionamento que começou cheio de alegria e paixão com direito a noivado e casamento com véu e grinalda, igreja cheia, uma grande festa e lua de mel incrível. 

No princípio as coisas estavam indo bem, parecia que seria mesmo uma linda história romântica. Mas, os dois foram se envolvendo no trabalho que lhes tomava muito tempo. 

Havia as viagens, as reuniões,... Um certo dia perceberam que já pareciam meio que estranhos um para o outro, quase não se viam devido aos horários diferentes de casa um, quase não se falavam mais, a não ser coisas corriqueiras do dia a dia. 

Certa manhã de domingo quando por acaso se viram juntos em casa depois de longa data de compromissos e viagens de um ou de outro tiveram uma longa conversa que acabou por levá-los a uma decisão seríssima. 

Entenderam que não havia mais como continuarem mantendo aquele casamento. Pra que continuar com algo que não os dava mais prazer, não existia mais amor, apenas respeito, consideração. E assim foi, uma relação de anos se encerrava naquela manhã fria de inverno. Ele se mudou no dia seguinte e ela começava um novo tempo em sua vida.


Meses depois, Rachel mesmo com o ritmo acelerado de suas atividades profissionais, durante as viagens de carro, solitária, pensava em retomar sua vida amorosa, construir algo novo, viver uma nova paixão. 

Algo estava certo em sua mente, era preciso recomeçar. Em uma ocasião, estava de carro andando bem devagar a procura de um cliente numa determinada rua, quando ouviu uma música ao longe que lhe chamou a atenção. 

Parou o carro, desceu e se aproximou de onde vinha aquele som. Aquela voz feminina cantava em inglês, “cry a river...”, ela foi se guiando pela música e lágrimas escorriam de seus olhos. A letra da canção a fez se lembrar dos últimos meses, da solidão, do casamento frustrado, da separação. 

Entrou em um corredor e seguiu para os fundos de uns prédios comerciais sem pensar, apenas indo até o local da música como que hipnotizada. 

Encontrou um barracão fechado, roupas no varal, cadeiras de fio na área. Bateu na porta tentando encontrar alguém, mas apesar de vir o som musical lá de dentro, ninguém apareceu. Insistiu e nada. Parece que tinham saído e deixado o aparelho de som ligado. 

Apesar de não encontrar ninguém, foi um momento especial pra ela, a letra daquela canção ficou marcada em sua mente, parece que era de sua autoria, visto que contava a história recente de sua vida. Sentia que algo mudaria em sua vida, algo novo aconteceria. Não tinha como explicar, era apenas um sentimento. Decidiu que voltaria ali depois.


Seguiu sua rotina, mas não esqueceu aquele endereço e aquela música. Os dias se passaram, os compromissos eram muitos, mas aquele sentimento continuava e uma ansiedade a incomodava, tanto que determinado dia cancelou todas as atividades, desligou o celular pra não ser incomodada e partiu para aquele endereço. 

Curiosamente, quanto chegava próxima àquela casa, a mesma música tocava “cry a river...”. Dessa vez não chorou, apenas seu coração ficou acelerado, batia forte. Entrou corredor adentro e encontrou a porta aberta, foi entrando como se fosse sua própria casa. 

Na sala um homem estava de pé. Um cara alto, simpático, sorridente olhou pra ela como se já a conhecesse e lhe disse: “_Olá Rachel, estava te esperando. Meu nome é Aaron. Sabia que você viria hoje. Na verdade faz dias que te espero”. 

Enquanto ele falava, ela apesar de meio surpresa o olhava como se fossem íntimos e lhe disse: “_ Já estive aqui antes, mas não encontrei ninguém. Há dias que meu coração me diz pra eu voltar, mas somente hoje consegui”. Aproximaram-se, se olharam e em seguida se beijaram longamente.


Rachel e Aaron começaram aqui sua história. Como explicar essa aproximação, o início desse romance? Algo sobrenatural? As respostas ficam por conta de sua imaginação.



Obs.: foto nessa postagem pesquisa google.