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sexta-feira, 5 de junho de 2020
domingo, 5 de maio de 2013
OBRIGADO MÃE
domingo, maio 05, 2013
amor, Deus, dia das mães, disciplina, família, filho, mãe, vida
sem comentário
Sou grato a Deus por ter me dado vida, e,
para me dá-la, foi necessário que Ele escolhesse pais para mim, e hoje gostaria
de agradecê-la por tudo que tens feito por mim em todos esses anos.
Foram nove meses me carregando no ventre
enquanto Deus me entretecia, me formava (Salmos 139.15). Ao nascer, vieram os
cuidados, com banho na hora certa, a amamentação, a mamadeira, os remédios, o
“papazinho”, comida sempre pronta na hora certa, a roupa sempre limpa e
cheirosa.
Fui crescendo, os dias, anos se passando, e
lá estava a senhora do meu lado, cuidando de mim, me ensinando, me corrigindo,
e como agradeço as surras que levei, as correções na hora certa, ajudaram muito
na formação do meu caráter.
Nesse acompanhamento de mãe, vieram muitos
ensinamentos, exemplos que ficaram marcados dentro de mim.
Se em todos esses anos em minha vida
conquistei alguma coisa, tenho muito que agradecer a senhora. Se realizei sonhos, se me tornei um bom
filho, um cidadão honesto, devo muito a senhora pela criação que me deste.
Mãe, recebe o meu abraço e minha gratidão.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
CRISTINA E CLAUDINHA
terça-feira, agosto 14, 2012
família, garotinha, Heron, heron's, heronjc, mãe, menina, pai
sem comentário
Cristina era uma menininha acanhada e séria
e acabara de fazer três aninhos. Ela não tinha um pai e seu grande sonho era
que ele chegasse a qualquer dia pra ser como as outras crianças de sua idade.
Sair com ele pra passear segurando em sua
mão e se divertir muito. Ela imaginava os dois brincando de pique esconde,
correndo um atrás do outro e se escondendo pra ser encontrado, ir à praça, ao
parque, se divertir a doidado.
Comecei a namorar sua mãe e a primeira vez
que a vi não me deu a mínima, mas devido aquele namoro começou também um
relacionamento entre nós.
Confesso, não sabia no que daria aquele
namoro, até onde iria, e na verdade esteve por algumas vezes para se acabar,
certo é que cheguei a terminar, mas depois voltamos.
Não quero nem imaginar o que teria sido do
meu relacionamento com a garotinha. É certo que terminando o namoro com sua
mãe, o afastamento dela seria normal.
Mas o bom de tudo é que essa história não
acabou assim. O namoro continuou e passei a ir à casa da namorada e era só eu
chegar para que ela, a menininha, corresse para o meu colo, agora, sempre
sorrindo, e não me largasse mais. Revirava meus bolsos em busca de balinhas e
chocolate, que então passei a carregá-los delas, para que sua busca não fosse
frustrada.
Um dia, ainda no começo, sabia lá eu se
aquele relacionamento teria futuro, estávamos na casa de minha sogra para um
almoço em família, e o priminho da garotinha disse a ela apontando para seu
pai, “eu tenho pai e você não tem”, imediatamente ela, sem precisar pensar duas
vezes, pega na minha mão e diz: “aqui meu pai”. Desse dia em diante, eu não era
mais apenas José para ela, agora eu era “pai” ou “papai”. Lá se vão vinte anos
desse fato, e não consigo ficar sem me emocionar quando me lembro disso.
Essa decisão de Cristina foi tão forte que influenciou sua irmãzinha de
um ano a tal ponto que a primeira palavra dita por ela foi “papai”, pena que eu
não estava perto para ouvir.
Claudinha, sua irmã por sinal também se
apaixonou por mim, ainda não andava, mas quando ouvia minha voz vinha
engatinhando até chegar ao meu colo.
Nossa ligação foi muito grande, quando fui
trabalhar em outra cidade e fiquei quarenta dias longe, e ela sentindo minha
falta perguntou sua mãe quando eu viria, sua mãe disse em julho e a partir daí,
todos os dias ela perguntava: “mãe, hoje é julho?”
Vivia dizendo que queria ir embora comigo
para Curitiba (onde eu estava morando naquela época), se deixasse, acho que
iria.
Quando me casei e fomos embora, grande foi
sua alegria ao chegar à capital paranaense.
Já casados há algum tempo, a garota costumava
dizer para sua mãe que se nós nos separássemos ela ficaria comigo.
Claudinha era muito sapeca, certa vez
deitada no sofá brincava com um prendedor de cabelos, o objeto era pequeno e
ela o enfiou na boca e ele foi parar em sua garganta, quando sua mãe e a babá
viram, ela já estava quase sem ar. Pegaram-na rapidamente pra correr para o
pronto socorro, quando eu por instinto mesmo, enfiei o dedo em sua boca e tirei
aquele negócio que estava quase descendo goela abaixo. Ufa!
Outra vez ela mesma, Claudinha foi para o
banho, se trancou no banheiro abriu o chuveiro e estava lá por horas quando sua
mãe desconfiada pela demora invadiu o recinto abrindo a porta com uma chave
reserva e lá estava a menina sequinha dormindo deitada num canto. Aquele dia a
bronca foi certa e por um longo tempo não se lavou sozinha.
Certa ocasião as garotinhas estavam indo ao
supermercado, sua mãe havia as enviado com a ordem de voltar logo, pois as
compras eram para preparar o almoço e elas tinham que ir para a escola.
Cristina encontrou pelo chão um pedaço de
uma galha de árvore pequena e saiu carregando pelo caminho, em determinado
momento ela resolve jogar para cima e pegar de novo ou jogar para Claudinha e
receber de volta. A rua não estava muito movimentada, mas passava naquele
instante uma camionete e Cristina errou a mão ao jogar a madeira, que foi parar
no vidro do veículo.
Que confusão, o carro parou, o dono desceu
e estava bravo apesar de não ter quebrado nada. Quando as viu, percebeu que as
conhecia, pois era meu amigo e prometeu apenas me contar o acontecido depois,
mas nunca fiquei sabendo por ele. Elas é que muito tempo depois deixaram vazar
tal fato.
Meu amigo na verdade as levou ao
supermercado e ainda deixou-as em casa, que sorte das pequenas.
Elas hoje estão grandes, adultas e levam
sua própria vida, mas tenho muita saudade daqueles tempos em que elas eram
apenas duas garotinhas. História pra contar é que não falta, mas isso fica pra
uma próxima oportunidade.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
PAI
Pai, quando eu estava sozinho em meu quarto à noite e sentia medo, me lembrava de você e dormia tranquilo. Sabia que me protegeria.
Quando na escola as coisas não estavam indo bem, me lembrava de suas palavras, “você pode meu filho, você consegue”, e então tudo ficava mais fácil, e tirava boas notas.
Quando você estava viajando a trabalho, e ficava vários dias, e as lutas do dia a dia me pressionavam, lembrava dos momentos em que você me segurava nos braços e sentia seguro.
No meu primeiro trabalho, era inexperiente, um aprendiz e algumas tarefas eram extremamente difíceis e pesadas que eu achava que não conseguiria e até pensei em desistir. Mas ouvia sua voz me contando suas experiências profissionais na juventude e como tinha se saído bem, então eu prosseguia até que as tarefas se tornavam simples e corriqueiras.
E quando tive a primeira namorada, o primeiro beijo, os momentos bons. Descobri que estava amando. Você então me ensinou como eu deveria me portar. Ser um cavalheiro, educado, carinhoso. E era justamente como você tratava minha mãe.
Aprendi com você que deveria ser honesto, responsável, bom pai de família. Que se deve pagar o mal com bem e que nem tudo são flores na vida, mas muitas vezes encontramos espinhos e pedras pelo caminho e precisamos ter cuidado.
Aprendi também que devemos manter o bom humor sempre, mesmo quando tudo estiver complicado e difícil. E acima de tudo, conheci Deus através de você e sei que ele é Pai amoroso que está sempre conosco não importando a situação.
E você pai sempre foi um modelo do Pai celestial.
Obrigado!













