Sejam Bem Vindos

Espero que curtam e acompanhem meus posts. Conto com a participação de vocês com comentários, sugestões e até mesmo críticas, desde que construtivas.

O Cego de Jericó

Com certeza Bartimeu saiu de casa aquele dia para mais um dia de rotina. Vs. 46 – Sentado à beira do caminho (solitário) - Jesus era seguido de seus discípulos e grande multidão, ele poderia pensar: “será que ele me notará, fará alguma coisa por mim?”

O Vulto da Mulher da Foice

Diz a lenda que em uma pequena cidade do interior, um vulto de uma mulher vestida de negro e com uma foice em punho era vista em pontos diferentes do lugarejo altas horas da noite por muitas vezes.

Seus Olhos

Seus olhos me olham profundamente, Num brilho que reflete em minha alma, Lá no fundo eles me dizem o que seu coração espera,

É Verdade Amor

É verdade amor Não tem mais como esconder O que sinto por você. Relutei, não queria aceitar Pensava: Ela é minha amiga, não posso me apaixonar

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PAI





Pai, quando eu estava sozinho em meu quarto à noite e sentia medo, me lembrava de você e dormia tranquilo. Sabia que me protegeria.


Quando na escola as coisas não estavam indo bem, me lembrava de suas palavras, “você pode meu filho, você consegue”, e então tudo ficava mais fácil, e tirava boas notas.


Quando você estava viajando a trabalho, e ficava vários dias, e as lutas do dia a dia me pressionavam, lembrava dos momentos em que você me segurava nos braços e sentia seguro.


No meu primeiro trabalho, era inexperiente, um aprendiz e algumas tarefas eram extremamente difíceis e pesadas que eu achava que não conseguiria e até pensei em desistir. Mas ouvia sua voz me contando suas experiências profissionais na juventude e como tinha se saído bem, então eu prosseguia até que as tarefas se tornavam simples e corriqueiras.


E quando tive a primeira namorada, o primeiro beijo, os momentos bons. Descobri que estava amando. Você então me ensinou como eu deveria me portar. Ser um cavalheiro, educado, carinhoso. E era justamente como você tratava minha mãe.


Aprendi com você que deveria ser honesto, responsável, bom pai de família. Que se deve pagar o mal com bem e que nem tudo são flores na vida, mas muitas vezes encontramos espinhos e pedras pelo caminho e precisamos ter cuidado.


Aprendi também que devemos manter o bom humor sempre, mesmo quando tudo estiver complicado e difícil. E acima de tudo, conheci Deus através de você e sei que ele é Pai amoroso que está sempre conosco não importando a situação.


E você pai sempre foi um modelo do Pai celestial.

Obrigado!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

RACHEL E AARON


Rachel tem tentado reconstruir sua vida, recomeçar após uma relação meio que frustrada nos últimos anos. 

Foi um relacionamento que começou cheio de alegria e paixão com direito a noivado e casamento com véu e grinalda, igreja cheia, uma grande festa e lua de mel incrível. 

No princípio as coisas estavam indo bem, parecia que seria mesmo uma linda história romântica. Mas, os dois foram se envolvendo no trabalho que lhes tomava muito tempo. 

Havia as viagens, as reuniões,... Um certo dia perceberam que já pareciam meio que estranhos um para o outro, quase não se viam devido aos horários diferentes de casa um, quase não se falavam mais, a não ser coisas corriqueiras do dia a dia. 

Certa manhã de domingo quando por acaso se viram juntos em casa depois de longa data de compromissos e viagens de um ou de outro tiveram uma longa conversa que acabou por levá-los a uma decisão seríssima. 

Entenderam que não havia mais como continuarem mantendo aquele casamento. Pra que continuar com algo que não os dava mais prazer, não existia mais amor, apenas respeito, consideração. E assim foi, uma relação de anos se encerrava naquela manhã fria de inverno. Ele se mudou no dia seguinte e ela começava um novo tempo em sua vida.


Meses depois, Rachel mesmo com o ritmo acelerado de suas atividades profissionais, durante as viagens de carro, solitária, pensava em retomar sua vida amorosa, construir algo novo, viver uma nova paixão. 

Algo estava certo em sua mente, era preciso recomeçar. Em uma ocasião, estava de carro andando bem devagar a procura de um cliente numa determinada rua, quando ouviu uma música ao longe que lhe chamou a atenção. 

Parou o carro, desceu e se aproximou de onde vinha aquele som. Aquela voz feminina cantava em inglês, “cry a river...”, ela foi se guiando pela música e lágrimas escorriam de seus olhos. A letra da canção a fez se lembrar dos últimos meses, da solidão, do casamento frustrado, da separação. 

Entrou em um corredor e seguiu para os fundos de uns prédios comerciais sem pensar, apenas indo até o local da música como que hipnotizada. 

Encontrou um barracão fechado, roupas no varal, cadeiras de fio na área. Bateu na porta tentando encontrar alguém, mas apesar de vir o som musical lá de dentro, ninguém apareceu. Insistiu e nada. Parece que tinham saído e deixado o aparelho de som ligado. 

Apesar de não encontrar ninguém, foi um momento especial pra ela, a letra daquela canção ficou marcada em sua mente, parece que era de sua autoria, visto que contava a história recente de sua vida. Sentia que algo mudaria em sua vida, algo novo aconteceria. Não tinha como explicar, era apenas um sentimento. Decidiu que voltaria ali depois.


Seguiu sua rotina, mas não esqueceu aquele endereço e aquela música. Os dias se passaram, os compromissos eram muitos, mas aquele sentimento continuava e uma ansiedade a incomodava, tanto que determinado dia cancelou todas as atividades, desligou o celular pra não ser incomodada e partiu para aquele endereço. 

Curiosamente, quanto chegava próxima àquela casa, a mesma música tocava “cry a river...”. Dessa vez não chorou, apenas seu coração ficou acelerado, batia forte. Entrou corredor adentro e encontrou a porta aberta, foi entrando como se fosse sua própria casa. 

Na sala um homem estava de pé. Um cara alto, simpático, sorridente olhou pra ela como se já a conhecesse e lhe disse: “_Olá Rachel, estava te esperando. Meu nome é Aaron. Sabia que você viria hoje. Na verdade faz dias que te espero”. 

Enquanto ele falava, ela apesar de meio surpresa o olhava como se fossem íntimos e lhe disse: “_ Já estive aqui antes, mas não encontrei ninguém. Há dias que meu coração me diz pra eu voltar, mas somente hoje consegui”. Aproximaram-se, se olharam e em seguida se beijaram longamente.


Rachel e Aaron começaram aqui sua história. Como explicar essa aproximação, o início desse romance? Algo sobrenatural? As respostas ficam por conta de sua imaginação.



Obs.: foto nessa postagem pesquisa google.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O SONHO

Era uma vez um cachorro chinês, um gato português (ora pois, pois), um macaco holandês, um papagaio japonês, uma raposa “belorizontês” (cruzeiro), um galo quase “rebaixadês”, 

uma menina que não sabe o inglês, um político no xadrez (não é no Brasil), só se for o Maluf, um rio noroeguês, um plebeu de carro zero dando uma de burguês, o homem e uma gravidez, um picolé neo-zelandês, que estranho o homem no filme com a galinha e o “indês”, (indês: pra quem não sabe, o ovo que é deixado no ninho pra enganar a galinha pra ela botar outro ovo).

É domingo, a família reunida para o almoço: o Pai, a mãe, os filhos, a sogra, o papagaio, o cachorro, o gato, a barata, a mosca, as formigas, o namorado da filha mais nova, arroz, feijão, a carne, e a trivial “macarronadês”.


A igreja, a fuga, a imagem, o crucifixo, a hóstia, o bispo, o padre, a beata, o frei, o monge, o incenso, o choro da menina, o empurrão do rapaz (não é o namorado), o namorado lá fora, com a pedra na mão, atira na vidraça, que despedaça, olha a confusão, sirene ohohohohoooohhhh, polícia, milícia, prisão, bofetão, contusão, é falta, partiu Pelé pra bola, é fogo, é goooooooooool, do Brasil, olha lá, olha lá, olha lá no placar, 


opa, não valeu, o carro do Senna bateu, ele morreu, a vez agora é do Shumacher, hein, que história é essa? Não era um sonho?

... tã...dã dãdã ... tã...dã dãdã ... a noiva entrando na igreja, vai se casar, tapete vermelho... o noivo esperando no altar, cadê? Ele é o cara, eh! Sumiu... foi pro estádio ver uma partida de futebol, deixou a noiva no altar.... coitada!!!!!


Ficou satisfeita e foi pro forró na barra da tijuca, encontrou o Juca dançou a noite inteira, vestida de noiva, com véu e grinalda, anel de esmeralda...


Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmmmmmmmmm....
_ Ah, não, seis da manhã, tá na hora de levantar, foi tudo um sonho, não acredito, justo na hora que eu ia... bom, vou levantar lavar o rosto, tomar um bom café por que o dia hoje vai ser daqueles.

terça-feira, 7 de junho de 2011

TE QUERO


Penso em ti,
Desejo ter-te,
Te sentir, tocar em você
Abraçar-te bem apertado
Envolvendo-a em meus braços,
Afagar seus cabelos,
Acariciar seu rosto
Sentindo a textura de sua pele, macia e sedosa;
Sentir o pulsar de seu coração
E o calor de seu corpo;
Olhar bem em seus olhos
E desvendar seus mistérios mais ocultos,
Tocar seus lábios com os meus,
Beijando-a
No mais profundo desejo de amor.


TE AMO!


terça-feira, 24 de maio de 2011

TREZE ÔNIBUS

Treze ônibus em um dia só, veja o itinerário, que começou bem de manhã:
- Saída da casa da Mirva a pé até o ponto do Eixo.
- Eixo até o Terminal da Bíblia.
- Praça da Bíblia até o Terminal Isidória.

No Isidória, pego errado o 014 Pq Atheneu. - Percebo a burrada no caminho, desço e pego novo ônibus de volta pro Isidória. No ponto tinham quatro trombadinhas. Fiquei preocupado, sem demonstrar, com medo de me roubarem, mas eles precisavam de mim pra pegar o ônibus. Nenhum motorista pararia ali só com esses caras esperando.

Terminal Isidória de novo, agora pego o 014 Campinas e desço perto da Serrinha. Sigo a pé até o Instituto do Rim, que é perto. Pego pedido de cirurgia com o médico e vou a pé até o Ipasgo, que, para nós, acostumados a andar, não é tão longe. No Ipasgo, faço cadastro do pedido e me dizem que preciso voltar à tarde.

- Volto até o ponto de ônibus próximo ao Hugo e pego um bus de volta para o Isidória.

- No Isidória, começo a fazer a viagem em sentido contrário. Voltando, pego o 020 para a o Terminal da Bíblia.

- Desço no Terminal da Bíblia, pego o Eixo até o primeiro ponto após o terminal e desço a pé pra casa da Mirva.

- Final do primeiro tempo, foram 8 ônibus.

- Às 13 volto a pé até o ponto do Eixo, pego o mesmo até o Terminal da Bíblia (não é nenhum homem morrendo no livro santo).

- No Terminal da Bíblia pego o 020 para o Terminal Isidória.

- No Isidória, sem errar agora, pego o 014 Campinas e vou até o Ipasgo.

- Fiquei de molho no Ipasgo até o médico chegar e autorizar a cirurgia, tive que voltar ao térreo pra fazer o mesmo cadastro que fiz de manhã, quem entende, paciência, fui. Ah, esqueci de dizer que a auditoria era no primeiro andar, no ir e vir peguei elevador várias vezes. Bom, no final deu tudo certo.

- Volto ao ponto, pego novo ônibus, lotadíssimo e chacoalhando pra lá e pra cá até o Terminal Isidória.

- No Terminal Isidória pego o 020 abarrotado em direção ao Terminal da Bíblia. Sempre em pé e segurando com uma mão só, a outra ocupada em segurar a sacola com os trocentos exames que fiz nos últimos dias, necessários na auditoria. É bom dizer que o médico nem bem chegou e já estava autorizada a cirurgia, o que indica que ele nem olhou os exames. Tudo bem, graças a Deus que liberou.

Bom, ainda no 020 em direção ao Terminal da Bíblia, tava difícil, motorista com pressa, dando cada freada que a gente balançava que nem João bobo.

Algo interessante de dizer é que as pessoas, os usuários dos coletivos, são geralmente muito educadas, com exceção de uns muitos poucos.

- Finalizando, do Terminal da Bíblia, peguei o Eixo até a primeira parada após terminal, debaixo de chuva, e voltei a pé até a casa em obras de dona Mirva. Ufa! - Foram 5 ônibus, somando aos 8, 13.


Texto: Heron José do Carmo
Ilustração e Supervisão: Delcidério do Carmo

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ISSO ACONTECE TODOS OS DIAS EM GOIÂNIA


Trrrriiiiiiiiiiiiiin!!!!!!
São cinco horas da manhã, o despertador toca desesperadamente, avisando a Mundim que é hora de acordar.
Ele acorda, esfrega os olhos ainda deitado, abre a boca num bocejo, assenta-se na cama, não tem outro jeito, é preciso se levantar, pois, a jornada vai ser longa hoje.


Levantou-se e foi se preparar para a viagem, o “Moreira” sai às seis horas e a rodoviária fica distante de sua casa. O pior é que está chovendo lá fora. O dinheiro está contadinho pra viagem, não dá para o táxi, vai ter que enfrentar a chuva. Arruma-se, despede-se da esposa, entra no quarto dos filhos, os abençoa e sai.


Ao sair à porta com um guarda-chuvinha de 1,99 gotejando sobre ele, o pior, cachorros latem brigando com um gato listrado, ele se assusta, escorrega-se e quase cai. Deu pra sentir como será seu dia.


Chega correndo até a rodoviária, visto que a chuva estava forte. O ônibus já estava saindo e ele chega gritando:


— Espere aí, espere aí, eu vou nesse ônibus.
O ônibus para e ele corre ao guichê para comprar a passagem e leva uma bronca do vendedor pelo atraso.


Ao entrar no ônibus o motorista também lhe bronqueia:
— Não tem vergonha de chegar atrasado e retardar a viagem dessa forma não, da próxima vez põe o despertador pra te acordar.


Entra, assenta-se na poltrona 29 ao lado de uma senhora bem gorda que além de ocupar seu assento e ainda parte do dele, olha-lhe com um olhar de censura. E o pior ainda viria, durante aquela viagem, a mulher do lado, dormiu, roncou, tossiu e até conversava dormindo:


— Eu quero um x-salada especial com dois ovos e duas carnes, dois litros de Coca cola, depois vou querer um creme de morango...


Ele a cutuca pensando:
— (E eu que nem tive tempo de comer alguma coisa) Dona, dona, acorda senão vai ter uma congestão.


Enquanto os pneus do ônibus deslizam nas águas da chuva no negro asfalto, ele não consegue cochilar pensando em tudo que precisa fazer na capital e se preocupa com o volume de chuva que cai lá fora, vai ser difícil esse dia.
Já está claro lá fora quando eles chegam na estação rodoviária.


Como tinha muito o que fazer não deu tempo nem de tomar um cafezinho solitário. Ia ter que andar muito e debaixo de chuva, pois não tinha dinheiro para o coletivo, perguntou a alguém ainda na rodoviária como fazia pra chegar em determinado local e perna pra que te quero. Fico pensando, ainda mais ele que gosta de tudo muito arrumadinho, sapatos impecáveis, roupas sem amassar. 


Seus primeiros passos na rua foram trágicos, visto que além da torrencial chuva que seu amigo guarda chuvas não cobria nada além da cabeça, pisou em uma poça d’água e encharcou os pés. Se fosse outra pessoa teria xingado algum palavrão, mas ele não, apenas disse, “ai meu Deus”.

Depois de muito andar, em um determinado local, quando atravessava a rua, quase que uma moto lhe atropela, essa foi por pouco, escapou quase ileso, não fosse a água da enxurrada jogada pelos pneus da moto sobre ele. É ruim hein? Nesse momento pensou em sua casa, sua caminha sequinha e quente e num bom café, bem quentinho, mas voltou logo a si quando uma buzina gritou em seus ouvidos, era um carro que quase lhe pega, mas ele chegou bem do outro lado da rua e quase tromba com um rato velho que passou correndo pela calçada. Ele pensou alto: “Rato nojento, argh!”


Por volta de meio dia, todo molhado e com muita fome entrou num boteco pra comer alguma coisa, talvez um pão com mortadela, que era o que seu dinheiro permitia-lhe comprar. Quando estava entrando passa um garoto correndo e lhe da uma trombada, que se não tivesse segurado na porta teria esborrachado no chão molhado.


Bom, entrou pediu o lanche, comeu e quando foi pagar, passou a mão no bolso que estava vazio, foi quando assustado percebeu que o garoto da trombada havia lhe batido a carteira. E agora como explicar isso ao balconista? Quando lhe timidamente e muito envergonhado disse, o homem meio irônico lhe disse: “Isso acontece todos os dias em Goiânia”.


O jeito foi lavar copos e limpar mesas e o chão do bar pra pagar a conta, o que lhe tomou um tempão e a caminhada até seu destino era ainda longa.


Saiu chateado com a perda da carteira e pensando na frase do homem do boteco: “Isso acontece todos os dias em Goiânia, isso acontece todos os dias em Goiânia...”
Curioso? Depois eu conto o resto...