Sejam Bem Vindos

Espero que curtam e acompanhem meus posts. Conto com a participação de vocês com comentários, sugestões e até mesmo críticas, desde que construtivas.

O Cego de Jericó

Com certeza Bartimeu saiu de casa aquele dia para mais um dia de rotina. Vs. 46 – Sentado à beira do caminho (solitário) - Jesus era seguido de seus discípulos e grande multidão, ele poderia pensar: “será que ele me notará, fará alguma coisa por mim?”

O Vulto da Mulher da Foice

Diz a lenda que em uma pequena cidade do interior, um vulto de uma mulher vestida de negro e com uma foice em punho era vista em pontos diferentes do lugarejo altas horas da noite por muitas vezes.

Seus Olhos

Seus olhos me olham profundamente, Num brilho que reflete em minha alma, Lá no fundo eles me dizem o que seu coração espera,

É Verdade Amor

É verdade amor Não tem mais como esconder O que sinto por você. Relutei, não queria aceitar Pensava: Ela é minha amiga, não posso me apaixonar

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A MENINA E A COXINHA


Existia em uma cidade do interior um chefe de  família que era aficionado nas forças armadas, na vida de militar mesmo não tendo conseguido ingressar apesar da vontade de seu velho pai que sonhava em ver seu filho fardado e servindo a pátria. Seu excessivo interesse era devido a tanta empolgação e incentivo do pai que falava nisso quase que todos os dias desde a infância de seu filho, “você um dia vai para o exército filhão.” 

Mesmo diante dos incentivos do pai que quase lhe ordenava essa direção para a vida futura somado ao seu desejo de realizar o sonho de seu progenitor ele tinha a que lidar com a oposição da mãe que o queria por perto, debaixo de suas asas. Ela sempre tentou demove-lo da idéia. Mas não foi por causa da pressão da mãe que ele não seguiu a carreira militar e sim por causa de um rabo de saia.

Ficou tão apaixonado por uma garota que conhecera numa festa aos 17 anos que então começou a trabalhar cedo pra poder se casar logo. De balconista de bar a vendedor de livros ambulante (tinha enciclopédia, livro infantil e literatura brasileira).
Aos dezenove casou-se com Virlanda, ela tinha apenas quinze e dois anos depois nascia sua primeira filha que o marido batizou de Aeronáutica, pasmem, Aeronáutica mesmo, uma forma de abrandar a mágoa do pai e de certa forma realizar seu sonho.

Um ano depois nascia sua segunda filha, a Marinha, isso mesmo, estavam sendo implantadas as forças armadas naquele lar. Bem que a mãe queria que fosse Infantaria, mas o pai bateu o pé e ficou como ele queria.
Marinha ainda estava sendo amamentada pela mãe quando essa se engravidou de um menino, “Exército”. Por causa disso um dia mamãe a colocou no colo para lhe explicar que ela não poderia mais mamar no peito, a menina ficou tão triste que desceu e vivia pelos cantos e não gostava que ninguém a pegasse.

Além de ficar pelos cantos a menina pouco comia. Não adiantava os esforços dos pais de tentar motivá-la a comer. Já haviam tentado de tudo, frango assado, pamonha, lasanha, iogurte, entre outros. Chocolate era a única coisa que ela ainda comia com vontade mas não era um alimento pra se comer nas refeições e nem todos os dias.   Marinha continuava magrinha e faminta, tudo isso por causa do trauma que ficou por ter que abandonar o peito da mãe.
Um certo dia Marinha estava sozinha em casa quando chegou uma encomenda, sim, uma amiga de sua mãe, salgadeira de mão cheia estava tão feliz pelo sucesso nos negócios que resolveu presentear Virlanda com um cento de coxinhas. Quando o moto boy bateu a porta para efetuar a entrega, não sabia que estava colaborando para a mudança de vida daquela criança infeliz.

A garota pegou aquela caixa e colocou sobre a mesa da cozinha e voltou a assistir televisão mas o cheiro era tão bom e havia invadido a pequena casa onde moravam que despertou a curiosidade dela. Voltou a cozinha várias vezes com vontade de mexer no pacote e recuava pois sua mãe poderia não gostar. Resolveu aguardar que a família retornasse pra matar sua curiosidade e experimentar aquele alimento tão cheiroso.  

Visto que sua mãe estava demorando então Marinha resolveu comer pelo menos um salgadinho daquele, mas ao comer a primeira coxinha e achar tão gostosa, deliciosa, que não parou mais. Foi gulodice pura, cem coxinhas pra dentro da barriguinha. Parece que estava presa debaixo de um balaio aqueles anos todos e morrendo de fome.
Conseqüência? Sim, começou a passar mal e por sorte seus pais chegaram pra socorrê-la. Foi levada imediatamente para o pronto socorro com dores fortes na barriga. Em virtude disso ficou internada por uma semana tomando soro na veia. 

Pensa que isso a deixou chateada e com nojo da comida, nada disso, ficou todos aqueles dias pensando em quando iria comer daquelas guloseimas de novo.  Mas havia adquirido um problemão, sua mãe de tão irada e preocupada a colocou de castigo e a proibiu de comer do salgadinho por um longo tempo.
Você não faz idéia das encrencas e confusões que Marinha se meteu por causa das coxinhas. Certa vez aprontou a maior choradeira em um chá de panela por que queria comer todas as coxinha do evento. Foi preciso sua mãe lhe prometer uma surra quando chegasse em casa pra ela se acalmar, mas ficou com um bico enorme. 

Outra ocasião quando ela já era mocinha, saiu escondida de casa para uma festa, pensa que era pra encontrar o namorado proibido pelos pais, nada disso, ficou sabendo que teria coxinha a vontade naquelas festividades. Lá deu trabalho para os garçons mandando deixar as bandejas cheias em sua mesa, seu colo já tava cheio e até na bolsa das amigas ela colocava. Importunou tanto que foi convidada pra sair. 

Bom, ela aprontou muito mais, a história dessa garota com as coxinhas e extensa que daria pra escrever vários livros.

AMIGO

Você meu amigo
Veio de mansinho
Assim como quem não quer  nada


Veio no soprar do vento
Veio no amanhecer do dia,
Veio no brilhar das estrelas,
Veio assim... é, assim...

E não é que conquistaste meu coração.

Com esse seu jeito manso,
Com esse sorriso paterno

De quem quer ajudar,

Veio você um dia, em que eu estava só,
Veio  mandado por Deus,
Veio num dia difícil,
Numa hora de dor,
Num instante de choro,
Veio com amor,


Veio ver a ovelha desgarrada,
Escondida no mundo, na escuridão,
Ovelhinha amedrontada era eu,


Veio tu meu amigo,
Com palavras meigas, sinceras,
Palavras de ânimo para minha vida,


Veio na hora certa,
Na hora certa Deus lhe mandou,
Hoje não estou mais só, reconheço,
O Pai estava aqui, agora também você (Jesus).



* Imagens Google.
** Texto extraído do Livro "Saída do Labirinto" de Heron José do Carmo







quarta-feira, 18 de julho de 2012

SEUS OLHOS



Seus olhos me olham profundamente,

Num brilho que reflete em minha alma,

Lá no fundo eles me dizem o que seu coração espera,

Espera ser feliz, fazer alguém feliz.

Seus olhos me dizem que seu coração quer amor,

quer amar, quer carinho, quer cuidado, 
que ele por mim está enamorado,

Na verdade o brilho dos seus olhos como uma seta 

entraram pelos meus e atingiram meu carente coração,como uma poção do bem, da paixão, do amor.

Seus efeitos encantaram meu ser ao ponto de desejar
você o dia todo,

E a noite sonhar contigo,

Agora não apenas nossos olhos se encontram,

Nossos corpos, corações, você e eu!






* imagem da internet














quarta-feira, 11 de julho de 2012

OUTRO DIA

Outro dia,
Deparei-me com algo,
Algo que me fez vibrar,
Vibrar de alegria,



Outro dia, olhando para o céu,
Reparava  na beleza das estrelas,
Bonitas e reluzentes são,
Milhares e milhares
Num infinito e incessante brilho



Mas, algo maior
Mais tremendo,
Me fez chorar,
Chorei, ao deduzir que,
As bençãos de Deus para nós,
São ainda mais infinitas e incessantes do que
o número e brilho das estrelas do céu.

* Texto extraído do livro "Saída do Labirinto" de Heron José do Carmo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

EU MORRI


Estava vivendo o melhor momento de minha vida, depois de anos de luta e dificuldades, agora posso dizer que estava feliz. Profissionalmente bem, sócio de uma empresa de equipamentos de informática que acabara de ampliar os negócios rompendo fronteiras o que significava mais estabilidade. 

Morava em um apartamento no centro da cidade com vista para o mar, um bom carro e mais alguns imóveis. Depois de um longo e tenebroso inverno na vida sentimental, agora estava em um relacionamento sério com uma linda mulher, a qual esperei por anos. Ela vivia me pedindo pra esperar, primeiro porque estava estudando, depois foi morar no exterior por conta de um estágio no trabalho e por aí, (nunca desisti dela) até que um dia de volta ao Brasil me procurou e disse que queria se casar. Estávamos noivos. 

Tinha realizado um sonho de ajudar meus pais que tanto lutaram por mim e os presenteado com um pequeno sítio só faltava agora dar-lhes um neto que tanto queriam, e como eu era filho único, mas o processo estava adiantado, iria me casar no final do ano.

Naquela noite, estava tão feliz, tinha deixado a noiva em casa e ao chegar ao meu “AP”, fiquei um tempo observando a noite pela janela, a lua cheia tava linda e até parece que queria me dizer alguma coisa. Passou pela mente uma retrospectiva dos últimos anos, e eu ri sozinho de situações que vivi. Minha alegria era tanta pelo momento que nem dava pra esconder caso desejasse. O porteiro do prédio até disse que eu tava parecendo um bobo de tanta alegria, é que eu não conseguia parar de rir, a alegria tava estampada na minha cara.

Fui dormir lá pelas três da madrugada por que a euforia não me deixava pegar no sono. Curioso é que ao acordar no dia seguinte, me vi andando pelas ruas da cidade, um dia lindo e muito movimentado na cidade, parecia uma segundona brava. Não entendi porque estava a pé num dia daqueles.
Quando chegava próximo de minha empresa uma coisa me intrigava, havia andado tanto, passado por tanta gente e ninguém havia falado comigo nem mesmo o jornaleiro da banca da esquina que sempre puxava assunto. Será que ele estava lá, nem me lembro.

Na empresa passei pela portaria e fui direto a minha sala e da mesma forma parece que ninguém me viu e olha que desta vez tentei falar com alguns funcionários, mas percebi que somente eu os notava. Comecei a achar tudo estranho e o mais lógico é que estava sonhando. Só podia ser um sonho, tava de fato muito esquisito que passei a torcer pra acordar logo. 

Resolvi então não ficar na firma e voltei pra rua e agora, o tempo estranhamente havia passado e me pareceu ser um fim de tarde. Caminhei novamente solitário, atravessei ruas fora da faixa, e os carros nem buzinavam, tentei esbarrar nas pessoas na calçada, mas nada acontecia era como se eu não estivesse ali. Nessa caminhada acabei por chegar a uma praça que nunca havia visto antes, a cidade era outra com certeza, no interior. 

A sensação de que tudo não passava de um sonho aumentou e a vontade de acordar era enorme. A alegria da noite anterior havia se tornado em confusão. Cheguei a pensar na possibilidade de estar louco, mas logo descartei, eu estava invisível, não louco. Era um sonho, e eu iria acordar a qualquer momento. Mas uma coisa era certa, nunca tinha tido um sonho tão real assim. Real?

Pensei em ligar para minha querida, pois a cerimônia de noivado tinha sido na noite anterior e não devia apenas ligar, mas mandar flores, muitas flores pra que ela percebesse que eu estava muito feliz com tudo. Procurei pelo celular nos bolsos e nada.
Triste sentei-me no banco da praça a olhar para o tempo, tarde de céu azul e poucas nuvens, um vento leve soprava as folhas secas que eram varridas pelo zelador. Crianças brincavam a correr entre os canteiros da praça próximo a fonte luminosa. Jovens uniformizados e mochila nas costas voltavam da escola.

Percebi que o tempo havia passado, pois a noite veio e com ela um pipoqueiro parou o seu carrinho ali perto e eu podia ouvir o barulho do milho estourando, mas não conseguia sentir o cheiro da pipoca. Do outro lado da rua em frente a um bar um sujeito assava churrasquinho e muita gente chegava pra comer e beber. Tava movimentada a praça, acho que era sexta feira. 

Estava cansado de observar o tempo, as pessoas, o movimento e nada de acordar, seria mesmo um sonho? Apesar de o tempo estar estranho e mudar de segunda pra sexta tão rapidamente parecia um longo período pra ser um sonho, apesar da confusão de situações ocorridas até ali. 



 
Esforçava-me pra entender e buscava forças nos bons momentos de minha vida nos dias anteriores, a noite de noivado, quando senti um toque nos meus ombros, era o primeiro daquele dia maluco, olhei e percebi um homem alto, forte, iluminado, todo de branco em pé do meu lado com a mão em meu ombro. Ele transmitia paz, olhou-me e com uma voz forte, mas suave me disse: “Você morreu.” Então apenas repeti, “Eu morri?”

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O DEPUTADO REI DA PINGA



Muito bem, muito bem, muito bem.



Estamos aqui no programa da noite recebendo o deputado federal pelo partido, qual o seu partido mesmo hein?


O meu partido é o coração partido.


Você está com o coração partido, porque, o que fez você partir o coração?


Eu perdi as “eleição” passada.


Se você perdeu as eleições passadas, porque você ainda é deputado?


É que eu tive um mandado de segurança pra manter o meu mandato, por isso ainda eu tô na câmara.


Ah, você tá câmara dos deputados, você é deputado federal?


O que você acha da nova lei que querem aprovar no congresso nacional pra proibir a venda de leite no Brasil?


Coitada das criancinhas, isso não pode acontecer no Brasil. As crianças tem que tomar o leite, mas tem que tirar a soda. Não pode por soda no leite.


Pelo que eu estou sabendo, o senhor é o autor dessa lei que pede pra proibir a venda de leite no Brasil.


É que tá precisando de vaca e a mãe do fulano de tal que tá lá, ela tá prenha. Então ela vai dar o leite e nós “vai” vender pro exterior.


O pessoal da produção tá dizendo que o senhor é do coração partido porque sua mulher te pôs um chifre, é verdade?


Um só não, já é uma porção de chifre.


Que história é essa, o senhor tem curso pra corno?


Eu não sou brega... Mas eu tenho curso pra corno nada sô! Tá pensando que eu sou o que, hein?


Agora, o senhor quer proibir a venda de leite pra proteger as vacas?


Eu gosto do desenho animado a vaca e o frango, por isso é que eu vou proteger as vacas e não vai ter mais leite no brasil.


Estão me avisando que tem um ouvinte na linha e ele quer fazer uma pergunta pro senhor.


Alô!


Alô! “Tamos” ouvindo seu programa. Seu programa é o maior massera. Cara!


Amigo, você quer fazer um pedido musical ou fazer uma pergunta pro deputado?


Ou, quero saber quanto ficou o jogo do Flamengo?


"Flamengo!!!!"


O senhor, ouvinte deseja fazer uma pergunta para o deputado?


Quero saber dessa história aí que ele falou que não vai mais poder vender leite no Brasil, ele podia criar uma lei pra dar pinga de graça pra nós.


Deputado, o senhor ouviu a pergunta aí do rapaz?


Já vai ser distribuído a pinga pra todo mundo e dado.


Deputado, o senhor gosta de uma caninha?


Cana é muito doce eu prefiro um trem mais amargo e forte.


Então o senhor gosta de jiló e guariroba ou então jurubeba. É isso?


Jurubeba é comigo mesmo.


Jurubeba leão do norte, aquela bebida forte. Deve ser não é?


Tem outro ouvinte na linha, alô!!!!


Eu gostaria de saber se o senhor não gostaria de fazer um programa?


Um programa sobre que tipo de assunto. Que tipo de programa que eu poderia fazer?


Uai, um programa. Já que o senhor está sozinho, não gostaria de fazer um programa pra desafogar o ganso?


Tô pensando que é um programa de rádio. Eu não saio com bicho não. Agora você vai...!


Muito bem, muito bem, muito bem nós vamos pro intervalo e voltamos daqui a pouco com o programa da noite.


Muito bem, muito bem, muito bem. Aqui no programa da noite voltando do intervalo vamos continuar a entrevista com o deputado do coração partido. O senhor é defensor do alcoolismo?


Eu sou contra o arco e contra a flecha, mas a pinga pode.


O senhor está dizendo que vai distribuir de graça, mas quem vai arcar com as despesas da distribuição de pinga de graça em todo o Brasil?


Isso vai sair do meu alambique. Eu mesmo vou distribuir a pinga.


Mas o seu alambique tem condições de distribuir milhões de litros de pinga pra todo o Brasil, do Oiapoque ao Chuí?


Eu vou usar o oceano atlântico pra fazer a pinga.


Deputado, eu gostaria que o senhor no final de nosso programa deixasse uma mensagem.


Quem furunfô, furunfô, quem não furunfô não furunfa mais. E é só isso e tenho dito.