Sejam Bem Vindos

Espero que curtam e acompanhem meus posts. Conto com a participação de vocês com comentários, sugestões e até mesmo críticas, desde que construtivas.

O Cego de Jericó

Com certeza Bartimeu saiu de casa aquele dia para mais um dia de rotina. Vs. 46 – Sentado à beira do caminho (solitário) - Jesus era seguido de seus discípulos e grande multidão, ele poderia pensar: “será que ele me notará, fará alguma coisa por mim?”

O Vulto da Mulher da Foice

Diz a lenda que em uma pequena cidade do interior, um vulto de uma mulher vestida de negro e com uma foice em punho era vista em pontos diferentes do lugarejo altas horas da noite por muitas vezes.

Seus Olhos

Seus olhos me olham profundamente, Num brilho que reflete em minha alma, Lá no fundo eles me dizem o que seu coração espera,

É Verdade Amor

É verdade amor Não tem mais como esconder O que sinto por você. Relutei, não queria aceitar Pensava: Ela é minha amiga, não posso me apaixonar

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ 2012





Entendo que não há nada de sobrenatural na passagem de um ano para o outro.
Mas acredito no sobrenatural de Deus disponível a todos que crêem. O desejo de Deus é de nos abençoar sempre, a cada instante e ele o faz. Se está esperando o milagre de Deus e não consegue visualizá-lo, olhe pra você. Nossa vida é o maior milagre dEle pra nós.

Faça planos, projetos para o novo ano que está chegando. Lute por eles, para que sejam realizados, mas mantenha seus olhos fixos em Jesus Cristo e esteja sensível ao Espírito Santo, pois pode haver alterações no percurso e quando Deus nos alerta por alguma coisa é porque Ele sabe o que é melhor pra nós.
A Bíblia em Tiago nos diz:

"Eia agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos.
No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece.
Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo". (Tiago 4:13 a 15)

Podemos e devemos fazer planos para nossa vida, mas os mesmos precisam estar em sintonia com a vontade de Deus. E como as coisas nem sempre são fáceis, os caminhos percorridos muitas vezes tem espinhos, pedras, sol quente ou chuvas fortes criando obstáculos. Entendo que pelo menos duas coisas são necessárias na jornada diária de nossas vidas não importando as circunstâncias - Fé em Deus e muito bom humor.

Desejo a você um ano novo de muito sucesso (sempre lembrando que pra isso é necessário muito trabalho), paz, saúde e felicidade.

Grande abraço,

Heron do Carmo

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

ENCONTRO CASUAL

Estava andando pelas ruas de Goiás quando então vi alguém passar pela calçada, meus olhos não puderam parar de observar, e fiquei olhando até que sumisse virando a esquina.


A partir de então tal fisionomia não saiu mais de minha mente e comecei a desejar encontrá-la novamente, ainda que não sabia quem era, seu nome ou coisa assim. O que eu sabia é que havia gostado do que vira e queria ver de novo.

Sempre que saía pelas ruas a fazer alguma coisa observava bem as pessoas que passavam dos dois lados da rua, dentro dos carros, lojas, bares e até dentro de algumas casas.


Algumas vezes sai por aí sem ter o que fazer, andando sem rumo pela cidade no desejo de encontrá-la novamente, mas todas essas tentativas haviam sido em vão.

Meu coração não conseguia mais esquecer aquele encontro casual, e dia após dia sentia aquele aperto no peito de saudade misturada com ansiedade de uma pessoa desconhecida.


Histórias eram criadas na mente devido ao desejo de conhecê-la. E sonhava acordado nos momentos de solidão em casa à noite ao tentar dormir, mas os pensamentos se voltavam para aquela linda fisionomia que havia tocado fundo meus sentimentos e até acho que estava apaixonado por aquele vulto desconhecido que havia passado por mim na rua numa tarde quente de Vila Boa.

 
Não sabia seu nome, nunca há havia visto antes, nem sei se de fato era uma vilaboense ou uma turista de passagem, o que sei, é que meu coração gamou.


As coisas na vida da gente acontecem em fração de segundos. A vida vai acontecendo em sua normalidade, quando de repente um fato novo se instala, e o curso de nossas vidas muda, e em muitos casos radicalmente.


Um encontro pode mudar totalmente nossa vida. Os pensamentos mudam, as ações, os sentimentos, isso é a vida. Duas pessoas que jamais se viram antes se olham e aí começa uma nova vida para ambos. Dali a pouco estão íntimos, sabendo tudo um do outro e ligados pelas cordas do coração, isso é o amor.


Bom, mas e quando isso acontece apenas de um lado, com apenas uma pessoa, como foi o meu caso acima dito, eu nem sei quem é a outra pessoa, nunca mais a vi, não sei qual a cor de sua voz, nem sei se haverá um reencontro. Mas, tem o outro lado, o se. Se ela me viu, se me notou, se seu coração gostou, se ficou parado na minha, se ficou me procurando na rua no cotidiano da vida, quem sabe voltou ao local do encontro casual para indagar pessoas da rua para saber se me conhecem, se sabem quem sou, se tentou explicar como sou, não sei se deu pra notar bem, pois foi algo rápido. Se nunca mais nos vermos, fica o se, ou o será...


Sabe que eu poderia voltar até aquela rua e perguntar as pessoas de lá se conhecem, ou se já viram-na passar por ali, será que vou lembrar detalhes de sua aparência, será que minha memória vai funcionar, pois já faz tanto tempo?


Essa história é apenas fruto da imaginação, mas é assim muitas vezes que as coisas acontecem em nossas vidas, encontros e desencontros. E nossa vida vai sendo vivida, sendo construída, fatos e fatos do dia a dia criando a história que ao menos pela lembrança poderá ser lida.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A CARTEIRA







Belize Aparecida era professora e trabalhava numa escola, ministrando aulas para classes de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental na cidade de Faina, interior do estado de Goiás. 

Ela era bem esforçada e procurava se preparar bem para ministrar suas aulas na área de exatas, passando horas a fio estudando à noite. 

E quando estava no colégio procurava se concentrar no trabalho. 
O problema é que, enquanto ela estava em sala de aula, um colega de trabalho, o Brás José, funcionário da secretaria, vivia aprontando com ela. Ora ele pendurava sua bolsa no alto da parede da sala dos professores, próximo ao forro do teto, ora ele colocava a sombrinha da coitada dentro do freezer junto a carnes e frios em geral. 

Em outros momentos ele ligava no celular dela durante as aulas sem identificar o número passando algum trote. Mas isso tudo foi fichinha em vista do que ele fez certa ocasião.

Belize tinha um fusca vermelho que ficava estacionado na porta da unidade escolar enquanto ela lecionava. Então Brás fez uma plaquinha de vende-se, pregou no vidro traseiro do carro e ficou de boa. Ao terminar o expediente, a professora foi para casa sem perceber a trama. 


À noite, ela tranquila assistindo sua novelinha, quando alguém tocou a campainha. Ao atender, o sujeito perguntou se ela era dona do carrinho que estava parado na porta da casa, no que ela afirmou positivamente. Ele perguntou que ano era e disse que comprava o Volks. Ela disse que não estava à venda, o cara insistiu. Taxativa, disse que não. 

O cara começou a ficar nervoso e alterar a voz e ela ameaçou chamar a polícia. Foi quando ele falou que podia chamar, pois, “Se não queria vender, porque colocou a placa de ‘vende-se’?” Agora iriam resolver isso na delegacia. “Eu não coloquei placa nenhuma”, afirmou ela. Foi quando ele a levou até o carro e mostrou. Naquele momento ela soube que tinha sido o Brás. 

E prometeu acabar com ele no dia seguinte. Mas antes teve que convencer o sujeito de que tudo não passava de uma brincadeira de mau gosto. Gastou suas horas de descanso aquela noite nessa encrenca e nem dormiu esperando a hora de quebrar a cara do engraçadinho do “primo”, como o chamava, apesar de não haver parentesco entre eles.

Ao chegar à escola na manhã seguinte, com um rolo de macarrão na mão, disposta a arrebentar a cara do parente mesmo sabendo que isso poderia lhe custar uma suspensão, ficou sabendo que Brás José de Siqueira Dutra, vulgo “Braizin”, havia entrado de licença prêmio e viajado pro México, onde tentaria entrar clandestinamente nos Estados Unidos. 


Ninguém nunca mais teve notícia dele. Há quem diga que está preso na América e outros acreditam que morreu ao tentar atravessar a fronteira. Mas alguém afirma tê-lo visto num ônibus a caminho de Goiás Velho com esposa e filha.

Algum tempo depois Belize foi convidada para assumir a função de secretária administrativa da Superintendência Regional de Educação, o que a obrigava a frequentar a capital do estado, apesar da mesma não conhecer absolutamente nada por lá. Mas qual o problema nisso, um carro da secretaria a levava a Goiânia sempre que necessário. 


O motorista a conduzia aos locais das reuniões de trabalho e até em lugares outros pra resolver problemas particulares. Era uma mordomia daquelas, além do ótimo salário, até que o governo começou a cortar gastos e a mamata acabou. Se quisesse resolver problemas pessoais teria que pagar táxi ou pegar o coletivo.

Determinado dia ela precisou se deslocar até uma clínica para exames e teve que pegar o ônibus. Estava lotado, muita gente mesmo. Agora imagina pegar uma condução dessas e não ter onde sentar. Em pé, e com um cara sovando nela o tempo todo. O sujeito, depois de muito rela-rela, desceu na primeira parada. Foi quando uma pessoa lhe informou que o cara tinha mexido em sua bolsa. 


Ao averiguar percebeu que sua carteira não estava. Gritou para o motorista parar, mas só no ponto seguinte. Ao descer, pensou: “O que estou fazendo, não conheço nada aqui.” Mas ao levantar os olhos avistou o larápio entrando em outro ônibus. 

Agora, sem pensar, gritou e esperneou para que um carro vermelho que passava parasse. Parecia uma louca, só faltou descabelar, mas foi por pouco. Sem contar que quase foi atropelada, o cara parou quase em cima dela. Ainda sem pensar, ela entrou no carro do desconhecido e disse: “Segue aquele ônibus’’.

O carinha, ao saber do caso, parecia um piloto de Stock Car e enquanto dirigia fazia sinais pro motorista do coletivo parar. Até que parou e ela desceu correndo, invadiu o ônibus, passou pela catraca sem pagar, agarrou o marmanjo e foi logo dizendo: “Devolve minha carteira”, mas o cara retrucou: “Que carteira dona? Sua louca.” “Anda logo pilantra, passa pra cá minha carteira.” A discussão seguiu por alguns instantes com uma troca de elogios, “bandido, cachorro, marginal” “louca, perturbada, pinel”. 


Mas, diante de tanta coragem e firmeza, o ladrãozinho, parece que de primeira viagem, começa a amarelar e diz: “Se é sua, diz o que tem dentro.” “55 reais, que é pra eu pagar meus exames, e meu passe pra usar o transporte urbano, satisfeito?”, disse ela. Ele então enfia a mão no bolso e atira o dinheiro e os passes no chão, devolve a carteira e sai xingando-a de louca. Mas ao virar as costas é puxado pela camisa. “Espera aí, seu ‘assaltantezinho’ de merda. 

Deixa eu conferir se meus cartões estão aqui.” Recuperada a carteira com tudo dentro, liberou o punguista e somente de volta ao Faina é que percebeu que estava faltando algumas moedas e o santinho da sorte que carregava no bolsinho.

Belize Aparecida é assim, cheia de histórias. Pensa que acabou? Hoje está aposentada. Encontrei-a num velório esses dias, me contou que voltando a capital recentemente afanaram sua carteira de novo, mas essa aventura eu te conto outro dia.

Ah, esqueci-me de dizer que qualquer semelhança com fatos reais não terá sido mera coincidência.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ONDE VOCÊ ESTÁ?



SERÁ QUE ELA VEM?





Sonho acordado
Sonho com ela



Sozinho por mais uma noite
Viajo em meus pensamentos


Divago...
Lembro-me de tantos e tantos momentos (sonho ou realidade?)
Importantes ou não.

Sei que são muitos,
Pois as horas são longas
Penso em alguém que não existe.
Melhor, vive apenas em minha mente.

Imagino-a chegando pra mim
Me querendo, me desejando, me amando.
São apenas conturbados sonhos.

que jamais chega.
Sonho, acredito(?)...
Será que ela vem?



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PAI





Pai, quando eu estava sozinho em meu quarto à noite e sentia medo, me lembrava de você e dormia tranquilo. Sabia que me protegeria.


Quando na escola as coisas não estavam indo bem, me lembrava de suas palavras, “você pode meu filho, você consegue”, e então tudo ficava mais fácil, e tirava boas notas.


Quando você estava viajando a trabalho, e ficava vários dias, e as lutas do dia a dia me pressionavam, lembrava dos momentos em que você me segurava nos braços e sentia seguro.


No meu primeiro trabalho, era inexperiente, um aprendiz e algumas tarefas eram extremamente difíceis e pesadas que eu achava que não conseguiria e até pensei em desistir. Mas ouvia sua voz me contando suas experiências profissionais na juventude e como tinha se saído bem, então eu prosseguia até que as tarefas se tornavam simples e corriqueiras.


E quando tive a primeira namorada, o primeiro beijo, os momentos bons. Descobri que estava amando. Você então me ensinou como eu deveria me portar. Ser um cavalheiro, educado, carinhoso. E era justamente como você tratava minha mãe.


Aprendi com você que deveria ser honesto, responsável, bom pai de família. Que se deve pagar o mal com bem e que nem tudo são flores na vida, mas muitas vezes encontramos espinhos e pedras pelo caminho e precisamos ter cuidado.


Aprendi também que devemos manter o bom humor sempre, mesmo quando tudo estiver complicado e difícil. E acima de tudo, conheci Deus através de você e sei que ele é Pai amoroso que está sempre conosco não importando a situação.


E você pai sempre foi um modelo do Pai celestial.

Obrigado!