terça-feira, 18 de novembro de 2014
SEU ENCANTO (NOVAMENTE APAIXONADO)
terça-feira, novembro 18, 2014
beijo, calçada, chuva, coração, heron's, heronjc, linda, mulher, paixão, solidão.
sem comentário
Foi assim
de repente, meu coração estava vazio, meio ausente (de amor),
Eu andava
cauteloso, com medo de uma paixão, muito prudente,
Evitando
sofrimento, dor e desalento...
Muito tempo
sozinho, sonhando com alguém,
Mas
resistente a qualquer novidade no momento.
Foi quando
num dia chuvoso e nublado,
Eu triste,
meio que angustiado,
Vi você passando
apressada, toda molhada (de chuva)
Passos
largos, na calçada em busca de um abrigo, acolhida,
Bem vestida,
mas já encharcada,
Linda mesmo
assim,
Olhou pra
mim, foi algo breve, rápido, mas deixou seu encanto.
Nunca mais a vi, mas, olha eu aqui apaixonado novamente.
** imagem da internet
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
PEDALADAS DA ILUSÃO
sexta-feira, outubro 24, 2014
amigos, beijo, bicicleta, calçada, clavícula, futebol, heron's, heronjc, mulher, nervo ciático, rua
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Nunca fui dado a aventuras,
minha vida toda foi tranqüila, meio que parada, pois nunca tive coragem de
arriscar ou fazer coisas mirabolantes.
Meus amigos escalavam
montanhas, eu tinha medo de altura, davam mergulhos de lugares altos, eu nunca
aprendi a nadar. Faziam passeios ciclísticos em trilhas perigosas pelo campo,
mas eu só fui aprender andar de bicicleta lá pelos 25 anos.
Nunca joguei futebol porque tinha medo de cair e quebrar a perna ou
braço. Na verdade, uma única vez, quando tinha dezoito anos, resolvi arriscar
bater uma bolinha com amigos, levei um calço, cai, bati o ombro e quebrei a clavícula.
Foram trinta dias de gesso.
Nesse caso até valeu, pois
arrumei uma namorada por causa disso, estranho né? Mas é verdade.
Nunca tive sorte com mulher,
era muito tímido, não tinha coragem de me aproximar, morria de medo de levar um
não.
Tanto que minha primeira
namorada foi essa por causa do gesso na clavícula.
Te conto, indo caminho de
casa, passando na porta de um sobrado tinha uma bela moça sentada na calçada, e
mexeu comigo, achou curioso me ver todo engessado, parece que nunca tinha visto
alguém com osso quebrado.
Quando vi estava sentado ao
lado dela e a garota enfiando a mão no meu gesso, ele não era dos bons, estava
mole e esfarinhava, por isso foi fácil ela colocar a mão dentro daquela coisa.
Ficou toda feliz, conseguiu
tocar meu braço e quase meu peito. Tava mesmo tão alegre que ganhei um beijo,
na boca. Meu primeiro beijo e o melhor de todos. Nunca esqueci.
Bom, já faz muito tempo que
ocorreram essas coisas, da saudade, mas agora é apenas passado, muito bom por
sinal.
Me chamo Amós, sou um cara solitário, já faz muito
tempo que eu não tenho um relacionamento amoroso e minha vida anda meio
complicada, cheia de dificuldades.
Já a algum tempo venho
sofrendo com problemas de coluna, uma
estenose, que tem afetado o nervo ciático, causando-me muitas dores e por causa disso tenho
tomado muitos remédios.
Outra
questão, é que os amigos me procuram com problemas e eu acabo me envolvendo. E no desejo de tentar
ajudar acabo por carregar as cargas
emocionais deles.
Talvez
tenha a ver com meu nome,
Amós quer dizer “aquele que ajuda a carregar o fardo”.
Pensando
em solucionar o problema de saúde ou pelos menos amenizá-lo, resolvi praticar algum exercício. Andar de bicicleta
por exemplo.
Na
bicicleta poderia unir o útil ao agradável. Além de me exercitar,
quem sabe, conhecer um mulher. Talvez até arrumar uma namorada.
Comecei a pedalar numa
quinta feira, por volta das dezoito horas. O percurso escolhido foi no bairro
próximo de minha casa. Era um setor residencial, com escolas, posto de saúde e
comércio.
Como a intenção era praticar
exercícios para o bem da saúde e ao mesmo tempo conhecer uma mulher
interessante, enquanto pedalava observava pessoas nas ruas, nas portas das
casas.
Muitas pessoas transitavam
pelas ruas do bairro, trabalhando ou voltando pra casa depois de um dia de
trabalho, crianças jogavam bola, outras soltavam pipa.
Num desses dias de pedalada
eu distraído observando as pessoas que passavam fui fechado por uma moto e tive
que me virar pra não acontecer um acidente, mas acabei trombando numa mulher
que atravessava a rua.
A sorte é que estava
devagar, não gosto de correr, geralmente pedalo devagar, pois as ruas desse
bairro vivem cheias de crianças jogando bola ou pessoas andando no meio da via.
A moça não se machucou,
graças a Deus, mas eu quis chamar o Samu, levá-la para o hospital, mas ela, levantou se desculpando pela distração e
acabou me convidando para entrar e tomar um lanche.
Pra minha surpresa, enquanto
preparava o lanche a garota me disse que se distraiu atravessando a rua, pois
estava me observando e que já fazia isso a algum tempo.
Não teve como evitar, ela se
aproximou, bem pertinho de mim e aconteceu um beijo, beijaço mesmo, como a
muito tempo não me acontecia.
Enquanto nos beijávamos minha
mente viajava, abestalhado por aquele momento mágico.
De repente meus olhos se
abrem e me vejo montado na minha bicicleta ergométrica, onde faço minhas pedaladas diárias, chovia lá fora, e
percebi que voltava de mais um daqueles lindos sonhos que me ocorriam acordado
enquanto pedalava.
Pedaladas da ilusão.
**** imagens da internet
sábado, 23 de agosto de 2014
NO HELICÓPTERO
sábado, agosto 23, 2014
amor, casamento, helicóptero, heron's, heronjc, homem, mulher, poema, rádio, Victor
sem comentário
Do alto, naquele helicóptero
ela avista bem pequenininha a cidade de seu amor.
Lembranças atacam com violência
sua mente e golpeiam seu coração apaixonado e magoado.
Lembra de quando o conheceu,
ou melhor, quando ouviu sua voz pela primeira vez.
Estava em casa em seus
afazeres normais, ouvindo rádio, quando uma voz diferente entra em sua casa,
era ele, concedendo uma entrevista naquele programa que ela costumava ouvir
todas as manhãs.
O cara falava sobre o dia
dos namorados, e no final recitou uma de suas poesias românticas, alusivo à
data.
Aquela voz não alcançou
apenas seus ouvidos, mas penetrou o mais profundo de seu ser.
Tava encantada pelo
entrevistado, o escritor, blogueiro, poeta, não importava o que ele fazia, e
sim o que a partir dali passou a representar para ela.
Nem bem terminou o que
estava fazendo e foi para a internet visitar o blog de Victor Sanata, sim,
esse era o nome dele.
Haviam passado durante a
entrevista tanto o endereço de seu blog, como o do Facebook.
Helena Regina não descansou
aquela tarde até encontrar o que queria na internet.
Verdade é que não era muito
acostumada com a grande rede, nem participava de redes sociais, até então claro.
Sua vida começou a mudar
depois daquele dia e seu coração também.
Depois de se cadastrar no
Face e encontrar o “Labirinto do Amor”, blog do Sanata.
Todos os dias visitava aqueles
sites, lia os poemas e contos e ficava um tempão olhando as fotos do cara.
Verdade é que estava
apaixonada como nunca antes e determinada a conhecê-lo.
Ficou sabendo na internet
que ele estaria num encontro de literatura aberto ao público numa livraria da
cidade e seguiu para lá no dia marcado.
Acordou cedo no dia de ir
conhecer “seu amor”. Tinha horário marcado no salão de beleza, mas antes passou
em shopping pra comprar roupas novas. Queria ficar linda para encontrá-lo.
Não foi fácil chegar até ele
naquele fim de tarde. Além do nervosismo que a dominava, a livraria estava
cheia e muita gente o cercava, inclusive alunos de uma turma do Ensino Médio
que o sabatinava para um trabalho de escola.
O evento foi chegando ao final, e quase todo
mundo já tinha ido embora, ele ainda estava lá atendendo pessoa por pessoa que
o procurava.
Quando ela se aproximou
dele, Sanata ficou encantado, visto que ela estava linda, pois havia se produzido
para aquele momento.
Foi muito interessante
aquele encontro, ele, sem palavras olhando para ela e a moça sem saber o que
dizer.
Havia planejado falar tantas
coisas. Durante os dias que antecederam o evento na livraria, ela passava as
horas imaginando o que falaria para ele.
Sempre foi descontraída,
extrovertida, mas agora não sabia mesmo o que dizer.
Ele bom com as palavras, mas
quando as escrevia, formando seus poemas, contos e crônicas, não numa
situação dessas.
Vidrado e abestalhado que
estava diante de Helena.
Mas quando perceberam
estavam juntos numa lanchonete lanchando e conversando, se conhecendo.
Não
tinha ninguém ali interessado em comer, o lanche era apenas uma desculpa que
ele arrumou pra estar mais perto dela.
Começou
ali um romance que durou um bom tempo, estavam apaixonados.
Planos
de casamento já estavam em andamento quando, num certo dia ele viajou a
trabalho, iria passar alguns dias fora, visitando algumas editoras apresentando
seus escritos na tentativa de publicar seu tão sonhado livro.
Inclusive
vários poemas que fariam parte do livro foram feitos para ela.
Ela,
como é normal num romance como o deles, apaixonados que estavam, telefonou pra
ele, mas, o telefone tocou até cair na caixa de mensagem.
Foram
várias tentativas em vão durante os dias que se seguiram, até que ela ficou
sabendo que ele fora visto na cidade.
Com
saudades e preocupada com o descaso dele com ela na última semana, pois, além
de não atender seus telefonemas, ele também se manteve em silêncio.
Ao
chegar à casa de Victor, foi entrando sem bater na porta, não que estivesse
desconfiada dele, mas por que eram íntimos e era normal que entrasse sem
avisar.
Na sala
deparou com ele no sofá com uma loira linda, foi um grande choque, que ficou
congelada e sem ação.
Única
força que lhe restou foi pra virar as costas e sumir no mundo.
Foi embora
não só da vida dele, mas da cidade. O baque tinha sido muito grande o que a
deixou depressiva por um longo tempo.
Não
aceitou nenhum tipo de explicação, nem dele, nem da família, nem de amigos próximos.
Muitos
anos depois, agora ela está de volta, o helicóptero foi alugado para chegar o
mais rápido possível até seu amor.
Não está
entendendo nada? Calma, eu explico,
Nesse
tempo todo em que ela se manteve longe de tudo e de todos vivendo sua decepção
com o ex-noivo, passando por acompanhamento médico pra lhe ajudar a vencer,
superar tanta dor.
Vale
dizer que nesse período ele tentou encontrá-la, mas foi em vão. Numa última e
desesperada tentativa escreveu uma carta e entregou à mãe dela, pedindo
encarecidamente que a fizesse chegar até Helena.
Um
dia em casa depois de tanto relutar, e sem entender porque ainda o amava,
resolveu abrir aquela carta.
Ali
ele explicava o mal entendido, a loira da discórdia, era uma promotora de
casamentos e ele estava contratando sua empresa para organizar o enlace deles.
Era pra
ser uma grande surpresa pra ela, pois era o que Helena Regina mais sonhava e
ele também, claro.
Agora,
ela vinha ao encontro do seu querido Victor Sanata, seu noivo, pra
recomeçar...
terça-feira, 15 de julho de 2014
A MURIÇOCA (Max e Nely)
terça-feira, julho 15, 2014
amor, bate papo, beijo, calor, corpo, heron's, heronjc, internet, Max, mosquito, muriçoca, Nely, romance, ventilador
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Max é um cara solitário, mora
sozinho, e a noite quando vai dormir devido o forte calor do local sofre com o
ataque das muriçocas.
Se cobre o corpo com o lençol assa de
tanto calor, se destampa é bombardeado pelas inimigas famintas, se liga o
ventilador para espantá-las, o nariz entope por causa da tal rinite, aí não
consegue dormir direito, luz acesa nem pensar, o negócio é lutar para poder
dormir.
Enquanto não dorme ele pensa na Nely.
Ela é um contato virtual dele, menina bonita, sorridente, ta sempre interagindo
com ele pelo bate papo na internet.
Ela por sua vez, segundo costuma
dizer, passa as noites em claro (isso até dormir, evidente) pensa nele, em
estar com ele, coisas assim.
Um dia ela já estava deitada tentando
dormir, se lembrou que ele disse a ela que era atacado por muriçocas à noite, e
o desejo de estar com ele era tanto que
começou a sentir o desejo de ser uma daquelas muriçocas que o assediavam.
Enquanto pensava, dormiu e sonhou.
Nesse sonho ela se transformava em
muriçoca e voava, atravessando a cidade em direção à casa dele, teve que, no
caminho, se livrar de sapos e lagartixas que tentavam de tudo fazê-la seu
alimento e com muito custo chegou até o local,
como era apenas um insetinho,
não foi preciso bater na porta, ou tocar a campainha, nem mesmo gritar: “Ô
Maaaaax ”, ou mesmo telefonar avisando que iria.
Entrou por uma fresta na porta e da
sala foi procurá-lo, passou pela cozinha, copa, banheiro, até encontrá-lo em
seu quarto, dormindo.
Curiosamente naquela noite as
muriçocas não estavam por ali, coisas que só acontecem nos sonhos (enquanto
digito estou sendo atacado por elas, podia ser você).
Ela começou a voar sobre ele, e a
tocá-lo, nos braços, pernas, cabelo, até que chegou à boca, e ao tocá-la (a
boca), se transformou novamente em gente e quando começou a beijá-lo,
Ele ainda meio sonolento e surpreso,
sorriu e quando iam se abraçar, ela acordou por causa de uma muriçoca que a
importunava e viu que era apenas um sonho, fazer o que?
Tocou a muriçoca, virou para o outro
lado e dormiu.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
A FOTO
quinta-feira, junho 05, 2014
amor, computador, disco rígido, eu, foto, heron's, heronjc, imagens, meus documentos, nós, paixão, retratos, vida, você
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Estava fazendo
uma varredura no meu computador
Vendo e
revendo arquivos em seu rígido disco.
Meus documentos,
meus vídeos, minhas músicas, minhas imagens.
Já havia deletado
tanta coisa, áudios, canções, textos, desenhos.
Agora revisava,
revistava, sei lá... Fotos velhas, antigas, coloridas ou em preto e branco.
Retratos que
desenhavam a trajetória de minha vida,
Elas (as
fotos) me mostravam momentos interessantes, intrigantes, de meu caminho por
aqui (nesse mundo), relevantes ou não.
Família,
trabalho, festas, diversão, paixão...
Veio em mim
muitas sensações. Choro, raiva, tristeza, saudade.
Quando me deparei
com a pasta reservada pra você,
Cliquei com
o mouse e selecionei,
a intenção era
mandar para a lixeira,
Nossas fotos,
nossos momentos que já não eram mais,
Tudo havia ficado
no passado, romance lindo, apaixonado, mas infelizmente teve um fim conturbado.
Um mal entendido
te fez se sentir enganada,
E eu? Também
me senti muito enganado.
Quem fez isso
conosco nunca esteve e nem um dia vai ficar apaixonado.
A questão é,
depois de tanto tempo, não resisti, a pasta abri,
Suas fotos apareceram
em minha frente, você estava bem ali.
Meus olhos se
fixaram naquela que você estava sorrindo com o buquê de rosas (vermelhas) nas mãos,
Se derretendo
de alegria, muito emocionada, contagiada de amor,
De quem
estava apaixonada...
Faz dias,
meses tudo isso, mas sua foto, você,
Não saem do
meu pensamento,
Tudo veio à
tona, e incendiou meu coração com o fluxo forte da paixão.
Uma
invasão, você, a foto, a chama,
Que me
chama e diz com voz forte e clara
Foi tudo lindo, mas ACABOU
Naquele instante meu telefone tocou
Era ela dizendo que estava com saudades...
Naquele instante meu telefone tocou
Era ela dizendo que estava com saudades...
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
FRIGIDEIRA
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
casado, comida, frigideira, heron's, heronjc, panela, solteiro, tampa
sem comentário
Frigideira não tem tampa
Há quem pense que isso é deficiência
Que frigideira é solitária e carente
Tem até as outras panelas que vivem caçoando dela
- Eu e minha tampa estamos sempre quentinhas pelo vapor do arroz –
diz a caçarola.
Mas não é sempre tão bom assim, a panela de pressão vive, ela e a tampa sob pressão
e a relação delas está sempre em ebulição.
A tampa da panela de ferro por ser de alumínio é mais frágil e sofre com o excesso de peso
da companheira de fazer feijão sempre que invertem a posição.
Frigideira não tem desses problemas, ainda mais as antiaderentes,
têm contato com a carne, a omelete e outros alimentos e nada fica impregnado,
tudo com água é lavado e ela sempre volta ao seu original estado.
Enquanto as de tampa tem os alimentos fixos em si a preparar a frigideira por sua vez
tem contato com diversas qualidades e faz suas amizades sem precisar se enrolar.
Há quem pense que isso é deficiência
Que frigideira é solitária e carente
Tem até as outras panelas que vivem caçoando dela
- Eu e minha tampa estamos sempre quentinhas pelo vapor do arroz –
diz a caçarola.
Mas não é sempre tão bom assim, a panela de pressão vive, ela e a tampa sob pressão
e a relação delas está sempre em ebulição.
A tampa da panela de ferro por ser de alumínio é mais frágil e sofre com o excesso de peso
da companheira de fazer feijão sempre que invertem a posição.
Frigideira não tem desses problemas, ainda mais as antiaderentes,
têm contato com a carne, a omelete e outros alimentos e nada fica impregnado,
tudo com água é lavado e ela sempre volta ao seu original estado.
Enquanto as de tampa tem os alimentos fixos em si a preparar a frigideira por sua vez
tem contato com diversas qualidades e faz suas amizades sem precisar se enrolar.
















