sábado, 23 de agosto de 2014
NO HELICÓPTERO
sábado, agosto 23, 2014
amor, casamento, helicóptero, heron's, heronjc, homem, mulher, poema, rádio, Victor
sem comentário
Do alto, naquele helicóptero
ela avista bem pequenininha a cidade de seu amor.
Lembranças atacam com violência
sua mente e golpeiam seu coração apaixonado e magoado.
Lembra de quando o conheceu,
ou melhor, quando ouviu sua voz pela primeira vez.
Estava em casa em seus
afazeres normais, ouvindo rádio, quando uma voz diferente entra em sua casa,
era ele, concedendo uma entrevista naquele programa que ela costumava ouvir
todas as manhãs.
O cara falava sobre o dia
dos namorados, e no final recitou uma de suas poesias românticas, alusivo à
data.
Aquela voz não alcançou
apenas seus ouvidos, mas penetrou o mais profundo de seu ser.
Tava encantada pelo
entrevistado, o escritor, blogueiro, poeta, não importava o que ele fazia, e
sim o que a partir dali passou a representar para ela.
Nem bem terminou o que
estava fazendo e foi para a internet visitar o blog de Victor Sanata, sim,
esse era o nome dele.
Haviam passado durante a
entrevista tanto o endereço de seu blog, como o do Facebook.
Helena Regina não descansou
aquela tarde até encontrar o que queria na internet.
Verdade é que não era muito
acostumada com a grande rede, nem participava de redes sociais, até então claro.
Sua vida começou a mudar
depois daquele dia e seu coração também.
Depois de se cadastrar no
Face e encontrar o “Labirinto do Amor”, blog do Sanata.
Todos os dias visitava aqueles
sites, lia os poemas e contos e ficava um tempão olhando as fotos do cara.
Verdade é que estava
apaixonada como nunca antes e determinada a conhecê-lo.
Ficou sabendo na internet
que ele estaria num encontro de literatura aberto ao público numa livraria da
cidade e seguiu para lá no dia marcado.
Acordou cedo no dia de ir
conhecer “seu amor”. Tinha horário marcado no salão de beleza, mas antes passou
em shopping pra comprar roupas novas. Queria ficar linda para encontrá-lo.
Não foi fácil chegar até ele
naquele fim de tarde. Além do nervosismo que a dominava, a livraria estava
cheia e muita gente o cercava, inclusive alunos de uma turma do Ensino Médio
que o sabatinava para um trabalho de escola.
O evento foi chegando ao final, e quase todo
mundo já tinha ido embora, ele ainda estava lá atendendo pessoa por pessoa que
o procurava.
Quando ela se aproximou
dele, Sanata ficou encantado, visto que ela estava linda, pois havia se produzido
para aquele momento.
Foi muito interessante
aquele encontro, ele, sem palavras olhando para ela e a moça sem saber o que
dizer.
Havia planejado falar tantas
coisas. Durante os dias que antecederam o evento na livraria, ela passava as
horas imaginando o que falaria para ele.
Sempre foi descontraída,
extrovertida, mas agora não sabia mesmo o que dizer.
Ele bom com as palavras, mas
quando as escrevia, formando seus poemas, contos e crônicas, não numa
situação dessas.
Vidrado e abestalhado que
estava diante de Helena.
Mas quando perceberam
estavam juntos numa lanchonete lanchando e conversando, se conhecendo.
Não
tinha ninguém ali interessado em comer, o lanche era apenas uma desculpa que
ele arrumou pra estar mais perto dela.
Começou
ali um romance que durou um bom tempo, estavam apaixonados.
Planos
de casamento já estavam em andamento quando, num certo dia ele viajou a
trabalho, iria passar alguns dias fora, visitando algumas editoras apresentando
seus escritos na tentativa de publicar seu tão sonhado livro.
Inclusive
vários poemas que fariam parte do livro foram feitos para ela.
Ela,
como é normal num romance como o deles, apaixonados que estavam, telefonou pra
ele, mas, o telefone tocou até cair na caixa de mensagem.
Foram
várias tentativas em vão durante os dias que se seguiram, até que ela ficou
sabendo que ele fora visto na cidade.
Com
saudades e preocupada com o descaso dele com ela na última semana, pois, além
de não atender seus telefonemas, ele também se manteve em silêncio.
Ao
chegar à casa de Victor, foi entrando sem bater na porta, não que estivesse
desconfiada dele, mas por que eram íntimos e era normal que entrasse sem
avisar.
Na sala
deparou com ele no sofá com uma loira linda, foi um grande choque, que ficou
congelada e sem ação.
Única
força que lhe restou foi pra virar as costas e sumir no mundo.
Foi embora
não só da vida dele, mas da cidade. O baque tinha sido muito grande o que a
deixou depressiva por um longo tempo.
Não
aceitou nenhum tipo de explicação, nem dele, nem da família, nem de amigos próximos.
Muitos
anos depois, agora ela está de volta, o helicóptero foi alugado para chegar o
mais rápido possível até seu amor.
Não está
entendendo nada? Calma, eu explico,
Nesse
tempo todo em que ela se manteve longe de tudo e de todos vivendo sua decepção
com o ex-noivo, passando por acompanhamento médico pra lhe ajudar a vencer,
superar tanta dor.
Vale
dizer que nesse período ele tentou encontrá-la, mas foi em vão. Numa última e
desesperada tentativa escreveu uma carta e entregou à mãe dela, pedindo
encarecidamente que a fizesse chegar até Helena.
Um
dia em casa depois de tanto relutar, e sem entender porque ainda o amava,
resolveu abrir aquela carta.
Ali
ele explicava o mal entendido, a loira da discórdia, era uma promotora de
casamentos e ele estava contratando sua empresa para organizar o enlace deles.
Era pra
ser uma grande surpresa pra ela, pois era o que Helena Regina mais sonhava e
ele também, claro.
Agora,
ela vinha ao encontro do seu querido Victor Sanata, seu noivo, pra
recomeçar...
terça-feira, 15 de julho de 2014
A MURIÇOCA (Max e Nely)
terça-feira, julho 15, 2014
amor, bate papo, beijo, calor, corpo, heron's, heronjc, internet, Max, mosquito, muriçoca, Nely, romance, ventilador
sem comentário
Max é um cara solitário, mora
sozinho, e a noite quando vai dormir devido o forte calor do local sofre com o
ataque das muriçocas.
Se cobre o corpo com o lençol assa de
tanto calor, se destampa é bombardeado pelas inimigas famintas, se liga o
ventilador para espantá-las, o nariz entope por causa da tal rinite, aí não
consegue dormir direito, luz acesa nem pensar, o negócio é lutar para poder
dormir.
Enquanto não dorme ele pensa na Nely.
Ela é um contato virtual dele, menina bonita, sorridente, ta sempre interagindo
com ele pelo bate papo na internet.
Ela por sua vez, segundo costuma
dizer, passa as noites em claro (isso até dormir, evidente) pensa nele, em
estar com ele, coisas assim.
Um dia ela já estava deitada tentando
dormir, se lembrou que ele disse a ela que era atacado por muriçocas à noite, e
o desejo de estar com ele era tanto que
começou a sentir o desejo de ser uma daquelas muriçocas que o assediavam.
Enquanto pensava, dormiu e sonhou.
Nesse sonho ela se transformava em
muriçoca e voava, atravessando a cidade em direção à casa dele, teve que, no
caminho, se livrar de sapos e lagartixas que tentavam de tudo fazê-la seu
alimento e com muito custo chegou até o local,
como era apenas um insetinho,
não foi preciso bater na porta, ou tocar a campainha, nem mesmo gritar: “Ô
Maaaaax ”, ou mesmo telefonar avisando que iria.
Entrou por uma fresta na porta e da
sala foi procurá-lo, passou pela cozinha, copa, banheiro, até encontrá-lo em
seu quarto, dormindo.
Curiosamente naquela noite as
muriçocas não estavam por ali, coisas que só acontecem nos sonhos (enquanto
digito estou sendo atacado por elas, podia ser você).
Ela começou a voar sobre ele, e a
tocá-lo, nos braços, pernas, cabelo, até que chegou à boca, e ao tocá-la (a
boca), se transformou novamente em gente e quando começou a beijá-lo,
Ele ainda meio sonolento e surpreso,
sorriu e quando iam se abraçar, ela acordou por causa de uma muriçoca que a
importunava e viu que era apenas um sonho, fazer o que?
Tocou a muriçoca, virou para o outro
lado e dormiu.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
A FOTO
quinta-feira, junho 05, 2014
amor, computador, disco rígido, eu, foto, heron's, heronjc, imagens, meus documentos, nós, paixão, retratos, vida, você
sem comentário
Estava fazendo
uma varredura no meu computador
Vendo e
revendo arquivos em seu rígido disco.
Meus documentos,
meus vídeos, minhas músicas, minhas imagens.
Já havia deletado
tanta coisa, áudios, canções, textos, desenhos.
Agora revisava,
revistava, sei lá... Fotos velhas, antigas, coloridas ou em preto e branco.
Retratos que
desenhavam a trajetória de minha vida,
Elas (as
fotos) me mostravam momentos interessantes, intrigantes, de meu caminho por
aqui (nesse mundo), relevantes ou não.
Família,
trabalho, festas, diversão, paixão...
Veio em mim
muitas sensações. Choro, raiva, tristeza, saudade.
Quando me deparei
com a pasta reservada pra você,
Cliquei com
o mouse e selecionei,
a intenção era
mandar para a lixeira,
Nossas fotos,
nossos momentos que já não eram mais,
Tudo havia ficado
no passado, romance lindo, apaixonado, mas infelizmente teve um fim conturbado.
Um mal entendido
te fez se sentir enganada,
E eu? Também
me senti muito enganado.
Quem fez isso
conosco nunca esteve e nem um dia vai ficar apaixonado.
A questão é,
depois de tanto tempo, não resisti, a pasta abri,
Suas fotos apareceram
em minha frente, você estava bem ali.
Meus olhos se
fixaram naquela que você estava sorrindo com o buquê de rosas (vermelhas) nas mãos,
Se derretendo
de alegria, muito emocionada, contagiada de amor,
De quem
estava apaixonada...
Faz dias,
meses tudo isso, mas sua foto, você,
Não saem do
meu pensamento,
Tudo veio à
tona, e incendiou meu coração com o fluxo forte da paixão.
Uma
invasão, você, a foto, a chama,
Que me
chama e diz com voz forte e clara
Foi tudo lindo, mas ACABOU
Naquele instante meu telefone tocou
Era ela dizendo que estava com saudades...
Naquele instante meu telefone tocou
Era ela dizendo que estava com saudades...
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
FRIGIDEIRA
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
casado, comida, frigideira, heron's, heronjc, panela, solteiro, tampa
sem comentário
Frigideira não tem tampa
Há quem pense que isso é deficiência
Que frigideira é solitária e carente
Tem até as outras panelas que vivem caçoando dela
- Eu e minha tampa estamos sempre quentinhas pelo vapor do arroz –
diz a caçarola.
Mas não é sempre tão bom assim, a panela de pressão vive, ela e a tampa sob pressão
e a relação delas está sempre em ebulição.
A tampa da panela de ferro por ser de alumínio é mais frágil e sofre com o excesso de peso
da companheira de fazer feijão sempre que invertem a posição.
Frigideira não tem desses problemas, ainda mais as antiaderentes,
têm contato com a carne, a omelete e outros alimentos e nada fica impregnado,
tudo com água é lavado e ela sempre volta ao seu original estado.
Enquanto as de tampa tem os alimentos fixos em si a preparar a frigideira por sua vez
tem contato com diversas qualidades e faz suas amizades sem precisar se enrolar.
Há quem pense que isso é deficiência
Que frigideira é solitária e carente
Tem até as outras panelas que vivem caçoando dela
- Eu e minha tampa estamos sempre quentinhas pelo vapor do arroz –
diz a caçarola.
Mas não é sempre tão bom assim, a panela de pressão vive, ela e a tampa sob pressão
e a relação delas está sempre em ebulição.
A tampa da panela de ferro por ser de alumínio é mais frágil e sofre com o excesso de peso
da companheira de fazer feijão sempre que invertem a posição.
Frigideira não tem desses problemas, ainda mais as antiaderentes,
têm contato com a carne, a omelete e outros alimentos e nada fica impregnado,
tudo com água é lavado e ela sempre volta ao seu original estado.
Enquanto as de tampa tem os alimentos fixos em si a preparar a frigideira por sua vez
tem contato com diversas qualidades e faz suas amizades sem precisar se enrolar.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
ALTO MAR
sexta-feira, janeiro 31, 2014
afogamento, afundar, águas, barco, bussola, forte, grito, heron's, Jesus, mar, marinha, rumo, socorro, tempestade, veleiro, vento
sem comentário
Eis o mar,
E nele o meu barco a navegar
Sem leme, sem bussola,
Sem motor, sem condutor,
Sem vela, sem marinheiro,
Sem timoneiro,
Somente eu no veleiro
As águas altas estão,
Violento está o mar, o oceano,
O vento sopra forte,
A tempestade vem,
Vem desgovernando o barquinho,
Sem controle coitadinho,
Vai indo sem rumo,
Quase afundando,
Pois não sei remar, nem mesmo nadar
As águas vão me tragar,
Socorro ao céu eu grito,
Jesus vem me salvar,
Não me deixe afogar, acalma o mar
E vem comigo navegar.
Foto criada por IA
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
UNIDADE E ADORAÇÃO
sexta-feira, novembro 15, 2013
adoração, Deus, igreja, irmãos, Jesus Cristo, monte Hermom, povo de Deus, Salmo 133, unidade
sem comentário
SALMO 133
V.1 – “Oh! Quão bom e suave é que os
irmãos vivam em união”.
a)
Veja o interesse de Deus na unidade de seus filhos para adoração. Podemos dizer
que não há adoração sem unidade.
b)
Quando Davi escreveu esse Salmo havia desunião entre seus filhos.
[Amnon
abusou de sua irmã Tamar e foi morto por Absalão. Mais tarde o próprio Absalão
se revoltou contra Davi tentando tomar seu trono e foi morto pelo comandante do
exército do rei]
c)
Há unidade entre Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
d)
Davi era um adorador e sabia que a desunião entre irmãos era um impedimento
(empecilho) para a adoração.
V.2 – “É como óleo precioso derramado
sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão até a gola das suas
vestes”.
e)
A unidade dos irmãos é de extrema importância quanto a ordenação de um
sacerdote.
f)
O óleo usado para unção de sacerdotes era exclusivo como está escrito em Êxodo
30:22-33 – “Tu, pois, toma para ti as
principais especiarias... e disto farás o óleo da santa unção. Também ungirás a
Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem o sacerdócio.”
*
A fórmula do óleo da unção era receita do próprio Deus.
g)
Representa o Espírito Santo com uma unção especial alcançada somente através da
unidade (genuína adoração) dada a sacerdotes. Segundo 1 Pedro 2:9, todos fomos
chamados para ser sacerdotes.
h)
O verdadeiro sacerdócio para Deus não é provado no trabalho mas na unidade
(adoração). Unção especial para o serviço.
i)
O óleo era derramado com abundância sobre o sacerdote na ordenação, pois quando
há unidade, há muita unção do Espírito.
j)
Por igual modo, a unidade do povo de Deus é um rico perfume que torna a
adoração deles agradável ao Senhor.
Em
Romanos 15:6 diz, “Para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem
ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”.
V.3 – “É como o orvalho do Hermom
quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor ordena a benção e a vida
para sempre”.
K)
A neve acumulada no topo do monte Hermom derretia e fornecia água para aquela
região.
Era
como se o Hermom abençoasse os outros montes em sua volta.
l)
A unidade gera o desejo de abençoar nossos irmãos.
m)
Deus ordena a benção quando há unidade e vida espiritual permanente.
“Vale
informar que o Monte Hermom (Montanha Sagrada) é a mais destacada e a mais
linda montanha da Palestina. Com altura de 3.000 metros acima do
nível do mar, seu cume está coberto de neve, enquanto a terra em redor fica
queimando pelo sol do verão.
Possivelmente
o 'alto monte' citado em Mateus 17:1/Marcos 9:2/Lucas 9:28 seja o monte da
transfiguração.” (Pequena Enciclopédia Bíblica)
















